Como será a internet daqui a cinco anos?

“Ela provavelmente vai atingir 50% a 70% do planeta. Muitos dos internautas terão acesso a ela por meio de dispositivos móveis. Além disso, ainda veremos, conectados à internet, redes de sensores e uma variedade de aparelhos em casa, no escritório e nos veículos. A internet será parte da evolução de uma rede elétrica inteligente. Vai conduzir o fluxo de informações necessário para tornar mais eficiente o uso da energia. E estou certo de que vai haver aplicações que vão surpreender. Haverá, por exemplo, maneiras muito inovadoras de lidar com vídeo em ambientes de comunicação rápida de pacotes. Espero, ainda, que tenhamos muitas aplicações baseadas em reconhecimento de voz, incluindo tradução automática e simultânea, tanto de texto quanto de fala”

Vinton Cerf, que conduziu, nos anos 1970, pesquisas que levaram à criação do protocolo IP,base de toda internet. Atualmente, trabalha no Google e na criação, juntamente com a Nasa, da rede de comunicação interplanetária.

Imagem via Flickr de kame_me

Crime e tecnologia

“Muitas vezes o criminoso conhece bem sua vítima, vai executar o golpe sabendo sabendo informações que encontrou facilmente na internet. É a velha engenharia social”

José Mariano de Araújo Filho, Delegado do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, na revista InfoExame de julho, que analisa a tecnologia do crise. Para ele, é perigoso expor informações pessoais na web, em blogs e redes sociais. Segundo Araújo, surge um novo tipo de criminoso, o ladrão 2.0.

A tecnologia, em muitos casos, é neutra. O que difere é o seu uso. Criminosos, por exemplo, optam por usar VoIP -transmissão de dados via internet, como conversas online – ao invés de celular, visto que os dados são criptografados. Ou seja, são mais difíceis de interceptar, ao contrário de um telefone, que pode ser grampeado.

O Google Earth também é utilizado pelos criminosos. Ele é usado para mapear eventuais falhas de segurança nos condomínios.

Celulares (helicópteros e pombos correios já foram utilizados para levar telefones móveis para os presídios), chupa-cabras (equipamentos que memorizam as informações de cartões de crédito) e pequenas câmeras coladas perto dos caixas eletrônicos (até mesmo em suporte de panfletos) são outras táticas utilizadas.

Compartilhar, um dos preceitos da internet

O blog Techcrunch comenta mais uma proposta para “salvar” os jornais impressos:  tornar ilegal o ato de linkar sem pedir permissão. A ideia é do juiz norte-americano Richard Posner.

Estabelecer conexões é um dos alicerces da internet. O Yahoo! surgiu dessa forma. Seus criadores, David Filo e Jerry Yang, começaram a compartilhar informações que estavam pesquisando para suas teses de doutorado. Com o tempo, cada vez mais pessoas contribuíam.

Antes, quando o criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, divulgou seu projeto, escreveu a seguinte mensagem num fórum, no dia 6 de agosto de 1991: “estamos muito interessados em espalhar a web para outras áreas (…). Colaboradores são bem-vindos!”

Na internet, a informação não está mais represada. Você pode escolher entre ser um beco sem saída ou ponto de início para a experiência online.  Até porque estabelecer conexões com outras informações ajuda a contextualizar o assunto, citando notícias antigas, onde encontrar arquivos multimídia… Mais do que definir um termo citado no seu texto, você pode optar por linkar para um página – como a Wikipédia – que sempre trará informação atualizada sobre o assunto.

Ryan Sholin, diretor de inovações em notícias do site colaborativo Publish2, acredita que um site jornalístico não deve ser o final do diálogo, mas sim seu início. Para ele, devemos citar outras fontes porque devemos isso aos leitores, para dar a eles todas as informações que temos. Além disso, não sabemos tudo, mas podemos indicar onde encontrar informações sobre o que desconhecemos.

Atualmente, estamos conectando pessoas online. Por outro lado, há quem acredite ser  possível criminalizar os links, não citar as fontes de sua informação…

Via Flickr de ivan_versl

O novo jornalismo cultural

“Estudantes podem ser atraídos justamente pelo apelo do novo e desconhecido. O aspecto mais excitante do futuro do jornalismo cultural é que ele será híbrido, se alimentará de várias fontes de inovação e energia. Crítica e reportagem serão financiadas através de publicidade, licenciamento, redes sociais, doações, locação de espaço digital, permuta etc. Limites entre escritores e o público, canais de comunicação e círculos profissionais se misturarão de forma preocupante e esperançosa. A nossa noção do que seja uma “publicação sobre artes” ou “jornalismo cultural” serão moldadas através de novas relações entre as artes, a mídia e o público”.

Trecho de artigo de András Szántó. Para ele,  o jornalismo cultural não está acabando, mas sim migrando para a internet.  Mais do que nunca, as pessoas estão lendo e escrevendo sobre cultura, por causa da web. Segundo o indexador de blogs Technorati, são 185.000 blogs culturais. Há os mais focados em crítica, outros em trazer as novidades do setor.

Localmente, esses blogs podem fazer um trabalho relevante, até porque lançam luz sobre pautas que não entraram em outros meios de comunicação, seja por falta de tempo ou espaço.

Todavia, do ponto de vista do artística, ganhar visibilidade está mais difícil. Pelo menos é o que acredita Juan Cruz, jornalista espanhol que participou do 1º Congresso de Jornalismo Cultural, realizado em maio, em São Paulo. Segundo ele, “para um artista jovem se destacar nos dias de hoje, é preciso que aconteça com ele algo surpreendente e não necessariamente relacionado à sua obra”.

Cruz acredita que “os cadernos de cultura estão ficando todos iguais. Os nomes reverenciados são sempre reverenciados e a novidade tem pouco espaço. Isso é um fenômeno mundial.”

Foto via Flickr de Ben Heine

A batalha pela supremacia do SEO: Google x Facebook

Enquanto alguns comentam a disputa entre Google e Microsoft, a verdadeira batalha ocorre entre o Google e o Facebook. É o que defende o blog Inquisitr. Atualmente, o Google domina 82% do mercado mundial de buscas. Os dados são da Net Applications.

Entretanto, se o gigante das buscas investe em algoritmos, que ajudam a encontrar o que há de mais relevante na internet, a maior rede social do mundo quer ser a sua “casa” online, com ênfase no poder do boca-a-boca. Compartilho arquivos (vídeos e imagens) e busco nos meus contatos referências para aquisição de produtos, recomendação de profissionais etc.

Ademais, não preciso sair da rede social para conversar com meus contatos, posso acessar o Facebook através de dispositivos móveis e ainda compartilhar conteúdo de outras redes sociais.

O Facebook possui uma gama enorme de arquivos, de vídeos a imagens, cujo acesso os cadastrados definem. O site possui mecanismos de privacidade mais eficientes que o Orkut. Ou seja, há grande quantidade de material não rastreada pelos mecanismos de busca.

Curiosamente, o MySpace, uma das grandes redes sociais cujo conteúdo é possível ser acessado sem que seja necessário ser cadastrado, enfrenta tempos difíceis. A empresa está fechando muitos escritórios internacionais , reduzindo sua força de trabalho no exterior de 450 para 150 pessoas. O Brasil foi afetado. As operações no país podem ser encerradas no mês que vem. O MySpace já foi a maior rede social online do mundo.

Acredito que Google e Facebook oferecem propostas distintas para se obter informações online. Muitas vezes, funcionam como serviços complementares. Ademais, não são os únicos. Há diversos recursos online para o mesmo fim. Da mesma forma que no “mundo real” não existe apenas um caminho para se chegar a um destino.

A internet é permeada por debates superlativos. O blog, por exemplo, está sempre sendo ameaçado. Recentemente, alguns especialistas apontavam que ele estava sendo afetado pelo RSS. Hoje, o algoz dos blogs seria o Twitter.

Imagem via Flickr de kylebuza

As novas vozes da comunicação

“O julgamento das notícias está mudando? Sim! Pela primeira vez, podemos nos conectar diretamente com cidadãos que podem ser fontes confiáveis, além das cabeças falantes e rostos bonitos que servem como âncoras de notícias”

Rick Sanchez, apresentador da CNN, na 140 Characters Conference (#140conf).

Atualmente, a internet é o meio mais popular nos EUA para se obter notícias. Mais da metade dos entrevistados escolheram a grande rede. Em seguida, surge a TV, com 21%. Rádio e jornais aparecem em terceiro, empatados com 10%. Os dados são da Zogby Interactive.

Imagem via Flickr de mfophotos

Twitter e política

“Usar o Twitter como divulgador de releases é um erro. A internet é um ambiente de ideias, de autoalimentação”

A Deputada Federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) fala sobre a necessidade de utilizar a ferramenta de mensagens curtas eficientemente. O Link dessa semana versa sobre Twitter e política. Para quem quer saber mais sobre o assunto, o site PoliTweet (http://www.politweets.com.br) reúne perfis de políticos brasileiros.

Em tempo: sobre a utilização da internet em campanhas eleitorais, há novidades. Ao contrário de anos recentes, deverá ser permitido demonstrar apoio via mídia social, bem como será possível fazer doações online, vide modelo bem-sucedido de Obama.

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Imagem via Flickr de Squirmelia

Luto a alguns cliques de distância

“A imagem e informações dela persistem, como se não tivesse morrido. Além disso, as visitas e mensagens postadas continuam movimentando aquela página”

Psiquiatra Marcelo Feijó de Mello, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O G1 analisa como as pessoas lidam com o luto online.

Os que falecem deixam para trás conteúdo na mídia social: blogs, páginas em redes sociais (Orkut, Facebook etc.), Twitter, Fotos no Flickr e Fotolog etc. Depois da morte, muitas dessas páginas viram locais de homenagem.

Por isso, há quem entregue sua senha para conhecidos, e peça que as contas sejam apagadas após sua morte. Não raro, todavia, a própria família paga para que hackers descubram as senhas dessas páginas e deletem o conteúdo.

Para os que perderam entes queridos, a internet é usada para homenagear os mortos e como forma de procurar apoio, solidariedade.

Via

Blogosfera policial brasileira

Mauricio Stycer escreve, no Último Segundo, sobre o fenômeno da blogosfera policial nacional, conhecida também por blogpol. Atualmente, há 74 blogs mantigos por policias (militares ou civis) que versam sobre problemas internos da profissão (como política salarial) e temas de segurança pública. Também produzem podcasts, mantém contas no Twitter etc.

Segundo a jornalista Anabela Paiva, uma das coordenadoras de uma pesquisa sobre o assunto, “a blogosfera policial traz possibilidades transformadoras para a área, por oferecer canais inéditos de diálogo entre forças de segurança e destas forças com outros segmentos da sociedade.”

Para quem quer acompanhar o assunto, há um agregador de blogs, o  Blogosfera Policial, que reúne conteúdo de diversos blogs. A iniciativa foi de um blogueiro policial.

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