Clayton Christensen: inovação

Acima, Clayton Christensen, autor dos livros O Dilema da Inovação (sua obra mais importante); Innovation and the general manager; The Innovator’s Solution; Seeing What’s Next e O DNA do Inovador, sua obra mais recente.

Há dois anos, o economista passou pelo Brasil. Na ExpoManagement 2008, falou sobre como criar uma organização que propicie o crescimento de ruptura. Para ele, “as melhores oportunidades estão hoje nos menores mercados”.

Em entrevista à revista Época, ele explicou como a tecnologia de ruptura surge:

Em sua primeira aparição, o produto ou serviço costuma ser caro e difícil de usar. Além disso, exige que o consumidor tenha tempo e algumas habilidades para lidar com ele. A ruptura surge quando há uma oportunidade de transformar esse produto ou serviço, que é limitado, em algo acessível para um número grande de pessoas.

Entre suas ambições, tem o desejo de trazer a ciência para a inovação, tornando seu processo menos aleatório:

Ao lançar um produto ou serviço, as empresas devem almejar um público que chamamos de não-consumidores. São pessoas que, historicamente, não tinham dinheiro, habilidades ou tempo disponível para gastar. Outro ponto é que, se as empresas segmentarem o mercado de acordo com as características do produto, o resultado da inovação será duvidoso. Em geral, os clientes compram os produtos como se contratassem o serviço que ele lhes presta. A segmentação do mercado deve ser feita de acordo com esses serviços. Aí, a probabilidade de criar um produto conectado com os clientes é muito maior.

Na mesma conversa, ele faz uma ressalva ao seu trabalho:

Uma das coisas que não antecipei foi a flexibilidade com que as empresas adotam novas tecnologias e a facilidade que têm para implementá-las. Acreditava que a ruptura se daria apenas com o surgimento de novas tecnologias. Na verdade, ela está mais relacionada à mudança do modelo de negócios.

Atualização: 20/09/2011