Creative Commons: flexibilize seus conceitos
O maior benefício está no ciclo de inovação. Os primeiros consumidores de um produto serão os mais intensos usuários. Ao ouvir um consumidor sobre como ele usa esse produto, você aprenderá muito mais rápido a se reinventar e se adaptar do que se ouvisse apenas sua equipe. O que aprendemos com as empresas que usam essa estratégia é que muitas vezes o especialista não trabalha para você. Na maior parte do tempo, a pessoa mais esperta usando o seu produto ou serviço é um dos seus consumidores. E começar essa relação desde cedo o ajudará a conseguir esse tipo de insight.
Lawrence Lessig, advogado e criador do Creative Commons, fala sobre as vantages da colaboração entre empresas e consumidores.
O Creative Commons é uma proposta de flexibilização e não extinção do direito autoral. Ao invés do restritivo “All Rights Reserved” (Todos os direitos reservados), você define o modelo de cessão escolhendo em que situações sua obra pode ser usada por outros: comercialmente, se é possível fazer cópias e distribuir, se outras pessoas podem modificá-la (edição) etc.
A propriedade intelectual ainda é sua. Entretanto, ao invés da necessidade de autorização caso a caso, como ocorre no tradicional “copyright”, o autor já diz para o mundo como sua obra pode ser utilizada.
Isso cria novas formas de remunerar e espalhar a criação artística. Cobra-se de quem pode pagar, como empresas, e libera o uso gratuito para outros. Desde que divulgue a autoria.
Algumas pessoas podem dizer: “Ah, mas isso já está previsto nas leis”. Sim, pode ser. Mas o Creative Commons, por não estar vinculado a uma bandeira específica, se torna um selo global. Ou seja, cria-se uma linguagem mundial dos direitos autorais. Você não precisa ser jurista ou saber como funciona a lei em um país específico.
