Crie "revistas personalizadas" com o Google Fast Flip
Escrevi, há algum tempo, sobre o Flipboard, aplicativo para iPad que transforma recomendações feitas na web 2.0 (Twitter e Facebook, por exemplo) em uma revista eletrônica, com títulos e fotos.
Eis que o Google disponibliza um serviço parecido: Google Fast Flip. De cara, apresenta algumas vantagens: é um aplicativo online. Ou seja, não é necessário instalar nada. Ademais, já nasce com uma versão para dispositivos móveis (iPhone e Android).
Há mais. Além de criar revistas personalizadas, é possível seguir outros usuários. Para entregar os resultados, o sistema monitora os textos mais populares na internet. O processo de seleção também é participativo. Os usuários do serviço podem sugerir novos artigos (botão “Like”).
Os textos são agrupados por temas: entretenimento, negócios, opinião, política e populares. Ao clicar, você é direcionado para o site da matéria.
O serviço parece promissor, mas o estágio atual do projeto precisa de reparos. A imagem apresentada é apenas um recorte -um Print Screen tosco- do texto completo. Bem longe da elegância visual oferecida pelo Flipboard. Para piorar, a imagem não apresenta o texto todo. Ademais, se o aplicativo do iPad usa toda a internet para criar revistas digitais, o serviço do Google é mais restritivo (confira as fontes aqui).
O Flipboard também mostra-se um serviço mais avançado por embalar de forma visualmente mais atraente o conteúdo que faz parte do seu cotidiano: cria uma nova forma de acessar informações compartihadas no Twitter. Você não precisa fazer nada, o trabalho é do aplicativo.
Já o Google tenta reinventar a roda (novamente). Se por um lado o serviço utiliza a expertise de busca da empresa, por outro tenta criar uma nova ferramenta de compartilhamento (botão “Like”).
Pior: a empresa não “capitou” o conceito do botão “curtir” do Facebook. O recurso da maior rede social online leva conteúdo disperso da internet para sua rede de contatos pessoal. É uma evolução do serviço de compartilhamento de links Delicious. Já o Google teima em criar novos serviços em que as pessoas tem de ir até ele, criar o costume de visitá-los… Pelo visto, a empresa não aprendeu com os fracassos recentes do Google Wave e Buzz.
