Ensino participativo

Recentemente, li um texto sobre como os inovadores pensam. Dizia, entre outras coisas, que aos seis anos começamos a mudar nossa postura na sala de aula. Notamos que respostas “corretas” são mais valorizadas pelos professores do que as criativas, e por isso começamos a entregar mais o que encontra boa acolhida.

Interessante como o conceito de criatividade pode ser pouco valorizado na sala de aula (já falei sobre o assunto antes). Por isso, acredito que as novas tecnologias representam uma evolução na dinâmica do ensino. É necessário. O modelo em que há um mestre e outras pessoas que recebem a informação perdura há anos, sem mudanças significativas.

No novo cenário, o professor passa a ser, cada vez mais, um facilitador do conhecimento. A educomunicação – seja na internet ou através de outros meios, como programas de rádio e TV – é uma maneira eficiente de estimular um processo de educação imersivo. Com isso, o professor vira um facilitador do conhecimento. Ele não aponta, necessariamente, respostas, mas sim propõe questionamentos.

O conhecimento passa a ser mais participativo. Nesse processo coletivo, o aluno deixa de ser um agente passivo, desenvolvendo uma postura ativa de aprendizado.

Especificamente na internet, pode-se utilizar blogs, podcasts, videocasts, projetos colaborativos através do wiki, videoconferências, redes sociais, material multimídia e interativo, comunicadores on-line etc. O e-Learning também surge como uma possibilidade cada vez mais aplicada por instituições de ensino.

Como estamos no início do processo, é natural que essa experiência seja ainda ligada aos projetos já conhecidos. Com o tempo, devem surgir abordagens mais adequadas aos novos meios, que usem todo seu potencial.

Mesmo o livro como conhecemos sofre mudanças. Há, por exemplo, o o FlexBooks, e-books didáticos em plataforma aberta que podem receber novos dados de professores e alunos. A iniciativa é da CK-12 Foundation, uma organização sem fins lucrativos. A Wikipédia também tem um projeto similar, o Wikibooks.

Entretanto, nenhum segmento é uma ilha. Em momentos de transição, há quem ache que será contemplado pelos novos ventos, assim como também surgem as viúvas das benesses atuais. Nesse ano, a greve da USP contou com uma reinvindicação curiosa: pediu-se o fim da implantação dos cursos a distância.