fragmentos

E o próprio computador, observo de passagem, já se livra de si mesmo graças à computação “em nuvem” -seus arquivos e programas vão literalmente para o espaço, ou melhor, para a ausência de lugar, para um espaço invisível, abstrato, nenhum.
Chego então ao paradoxo. Com a onipresença conquistada, com a multiplicação de um lugar em todos os lugares possíveis, com a mobilidade geral de tudo, é o tempo que se reduz.

Marcelo Coelho. Na Folha