geeksta rap
Depois do surgimento de um rapper judeu (Matisyahu), e de um albino e muçulmano (Brother Ali, que lançou recentemente “The Undisputed Truth”) o rap continua a se desdobrar e oferecer mais variantes.
Há até a vertente nerd do gênero. Batizado de “geeksta rap”, seus expoentes – na maioria hackers e graduados em cursos de ciências da computação – versam sobre videogames, computadores, HQs etc.
Os nomes mais fortes da cena são MC Router (a “primeira-dama do nerdcore”), YTcracker, Plus+ e MC Frontalot, considerado o criador do gênero.
Uma das razões de se optar pelo rap é que, ao contrário do rock, não é necessário ser sociável, estar numa banda. Pode-se fazer sozinho. Geralmente, os trabalhos são feitos em estúdios caseiros e divulgados em páginas do MySpace ou lançados em discos independentes.
Mas, apesar de amarem o rap, a cena não os ama. Os nerdcores são vistos pela vertente “tradicional” como deturpadores do gênero. Até mesmo quem faz parte do geeksta rap desdenha da cena. Há alguns que preferem o nome “chip hop”.
LETRA
“Eu a conheci na
convenção de “Star Wars”/ eu
disse que ela estava
procurando por amor?/ tive
que pagar para ver, garota,
você não imagina como isso
soou/ (o cara que pesava cem
quilos com a camiseta “não
topo gordinhas” ficou
surpreso)/ pensei se ela tinha
que devolver isso, permitir,
recomeçar, renegar o que
tinha ouvido/ ela disse, quero
algum cara aqui que venha de
uma caverna onde você
controle o medo e eu
conquiste o lado da força que
você escolher/ há algum
homem assim aqui -você?”
YELLOW LASER, de MC Frontalot
