Há espaço para inovação nos sites de busca

Na semana passada, um dos assuntos de maior destaque na imprensa foi o lançamento do Cuil, um site de busca feito por ex-funcionários do Google. Chamou atenção a acolhida do tema até em locais não-comuns para divulgar tal assunto.

Destacava-se as supostas qualidades do serviço, como fornecer buscas mais abrangentes e baseadas no contexto, e por isso mais relevantes que as do Google. O Cuil indexaria três vezes mais páginas do que o líder do segmento. Ao todo, 120 bilhões de sites.

De toda forma, no dia seguinte o enfoque mudou, centrando-se na crítica ao serviço, como trazer poucas respostas para os termos buscados. Características positivas do site, como não armazenar dados pessoais do usuário (prática do Google), já tinham sido esquecidos.

Afora isso, os serviços de busca estão ficando cada vez mais parecidos. Não me refiro aos resultados, mas sim à estruturação da informação. É necessário buscar novas propostas visuais. Nisso, o site Searchme (imagem acima), que foi lançado no começo desse ano em versão de teste, se sobressai. Com ele, é possível folhear os resultados da busca.

Há mais: procurando por vídeos, além de trazer o resultado, você pode assisti-lo sem visitar a página em que ele está hospedado. Bem mais interessante que o badalado – por um dia – Cuil.

Evidentemente, o foco de tais serviços deve ser a busca por informações de qualidade. E isso pode ser feito de forma mais atraente.