Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban: melhor de três

Há uma regra no cinema norte-americano que afirma que o segundo filme nunca é tão bom quanto o primeiro. As exceções seriam raras.

O mesmo não ocorre com filmes baseados em livros. Como são peças bem articuladas de um todo, fica mais fácil para o cineasta criar bons filmes.

Ademais, o resultado do primeiro filme sempre soa meio burocrático, visto que o diretor tem de explicar trechos da história para os não iniciados nas obras literárias. Ou seja, muita informação sobre os personagens e a trama, o que torna o resultado didático. No segundo episódio, essa preocupação não existe.

No caso de uma franquia ainda mais longa, como Harry Potter, isso se torna mais verdadeiro. Além disso, os livros ficam mais sombrios, abandonando a temática infantil dos primeiros episódios. Ou seja, o diretor trabalha com uma trama mais elaborada.

Na terceira parte da saga do jovem bruxo, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (que a HBO exibe hoje, às 18h25), chegamos ao melhor da série. Apesar de alguns percalços, o resultado final é melhor do que os filmes anteriores.

Todavia, os grandes defeitos das tramas prévias estão novamente presentes: a falta de carisma do elenco infantil e a grande quantidade de efeitos especiais. A magia é uma constante tão grande que se torna trivial, sem impacto. Na verdade, depois de um certo ponto, cansa.

Mas nesse episódio há dois reforços de peso. Se os anteriores foram dirigidos por Chris Columbus (Uma Babá Quase Perfeita e Esqueceram de Mim), quem assume a direção agora é Alfonso Cuarón (E Sua Mãe Também). No elenco, a novidade é o ator Gary Oldman.

Em tempo: nesse primeiro semestre estréia nos cinema mais um filme da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe.