identidade virtual
Nossa identidade cotidiana é limitada pela realidade. Somos homem ou mulher, jovem ou velho, burocrata ou artista. No mundo virtual, a pessoa não se define pelo que é, mas pelo que quer ser. É a realidade psíquica que manda. E nessa, cada um é plural.
[…] Experiências virtuais são reais, mas não são palpáveis. Como não há matéria, ninguém perde para seu corpo. Se, no reality show, o corpo dá bandeira, o do avatar não trai o que o jogador está sentindo. É uma vida sem os aborrecimentos do corpo, mas também sem as alegrias da carne. A relação custo-benefício pode compensar. Ou não.
