Como o jornalismo pode utilizar a mídia social [dicas]

Vou começar uma nova seção no blog, cujo objetivo é fazer consultoria gratuita e aleatória.

Na verdade, vez por outra já faço isso. Mas esse é especial. Começarei dando dicas simples sobre como o jornalismo poderia utilizar a mídia social. Atendo a pedidos de um amigo, que leu meu ebook Comunicação em Rede e pediu alguns conselhos sobre o assunto.

Há muitos simplificadores de endereços. No Brasil, um dos mais populares é o http://migre.me. Recentemente surgiu o http://uiop.me/.

Tenho visto alguns jornais citarem esses serviços nos textos, ao invés dos links longos originais (www.site.com.br/endereçodolink). É uma boa. Mais interessante seria criar suas próprias ferramentas, tipo nyt.com/endereço. Até porque esses serviços geram links de difícil memorização, algo como http://tinyurl.com/dmcdnumxgonqujo.

O http://tinyurl.com/, aliás, é um dos poucos serviços que permitem personalizar o link (exemplo: http://tinyurl.com/escolhaocomplemento). Sugiro sempre utilzar links personalizados, que dão a ideia do que o leitor vai encontrar no endereço (http://tinyurl.com/sitesobretalassunto).

Ademais, essas ferramentas poderiam ser utilizadas para, quando necessário, encaminhar não apenas para um link na internet, mas para vários. Exemplo: no endereço http://tinyurl.com/hoteisdemanaus, o visitante encontraria o link direto para os sites das hospedagens.

Twitter é ótimo, mas atinge apenas 11% dos internautas brasileiros. Claro, há sempre o poder multiplicador da internet, em que uma mesma informação pode ganhar outros caminhos (uma comunidade no Orkut, texto num blog, ser enviada por e-mail etc.). Todavia, não esqueçam do Orkut, muito mais utilizado entre os brasileiros. E os fotologs, também amplamente usados, mas geralmente esquecidos.

Para além da criação de perfis e comunidades em redes de relacionamento (vide Orkut), poderiam ser criados aplicativos específicos. Um aplicativo no Orkut, por exemplo, poderia citar as opções de lazer do fim de semana. Se os usuários puderem votar nas melhores atrações, sugerir outras opções e encaminhar para seus contatos, melhor. Usar o celular para mandar essas informações via torpedos seria outra boa opção.  Ir até os leitores, nas diversas plataformas que eles utilizam.

Outra ponto relevante é utilizar nas matérias recursos da web 2.0 como complementação dos textos. Uma matéria sobre restaurantes vegetarianos pode apontar para um mapa no Google Maps com os endereços dos estabelecimentos citados. E, como esses dados são facilmente exportados, um mapa com todas as opções de lazer da cidade poderia receber essas informações, servindo de referência. Ou seja, o mapa geral seria sempre atualizado pelos mapas específicos.

Nas cidades turísticas, a cobertura poderia ser feita não apenas para quem mora na cidade, mas também para acolher visitantes. Criar uma página específica, para que ele aproveite o que há de melhor na localidade, quais as atrações do período, podem ser relevantes, principalmente no período de férias e nos feriados prolongados. Até porque muitas pessoas pesquisam em buscadores -Google!- para procurar informações sobre os locais que irão visitar. E, isso, claro, acompanhado de mapas no Google Maps. Gerais, como várias informações sobre a cidade (discotecas, pontos turísticos, parte histórica, lugares de apoio ao turista etc), e específicas (locais para sair à noite, restaurantes etc.). Pensar no todo, mas também pensar em gostos específicos.

Lembra-se dos mapas dos restaurantes que citei acima? Esses dados podem alimentar outros recursos, trafegando por muitos caminhos. A atividade diária própria do jornalismo ajudaria a manter esses dados sempre atualizados.

Ou seja, não pensar o link apenas para conectar endereços eletrônicos, mas como mentalidade para criar vínculos diversos, para gerar conhecimento.

Enfim, são alguns pontos. No ebook, há diversos casos de bons exemplos de boas iniciativas online. Faça outras sugestões nos comentários.

Sempre lembrando: minhas ideias não são open source. Em alguns casos, trabalho sob licença creative commons.

Imagem via Flickr de PPL 2A

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