Jornal cria instituto de jornalismo cidadão

Foi criado, nos EUA, um instituto focado em jornalismo cidadão. Com ele, o jornal Oakland Press busca auxiliar seu leitores a “contar melhor suas histórias, de forma mais rápida e completa”, segundo o editor executivo Glenn Gilbert.

O instituto oferece instruções para redação de textos jornalísticos, videojornalismo e fotografia. As informações estão disponíveis para todas as pessoas, desde estudantes do ensino médio até aposentados. Uma vez concluído o curso, os participantes estão aptos a trabalhar como freelancers.

Diante da atual “era digital”, escreve Gilbert, fotos e vídeos podem vir de qualquer um com celular. O Oakland Press está tentando utilizar essa contribuição em seu site (www.theoaklandpress.com), acrescentando o trabalho dos não-profissionais na cobertura esportiva e no noticiário local.

De acordo com o professor de jornalismo da faculdade de Nova York, Jay Rosen, o jornalismo cidadão ocorre ”quando as pessoas, antigamente conhecidas como platéia, empregam ferramentas da imprensa para informar outros cidadãos.”

É uma maneira pela qual o leitor pode participar ativamente do processo jornalístico, muitas vezes em relatos em primeira mão.

A participação do chamado jornalismo cidadão cresce no mundo. Vão desde pequenas adições ao noticiário local até participação em larga escala em casos como os ataques terroristas na Índia. Para a cobertura desse assunto, os meios de comunicação utilizaram bastante ferramentas da chamada mídia social (Youtube, Twitter, redes sociais etc. )

Os cursos do Oakland Press começarão no final desse ano e terão continuidade dependendo da procura.

Texto relacionado
A construção coletiva das notícias