Internet, uma midiateca (legal)

Segundo o Ibope/Net Ratings, 9,4 milhões de brasileiros baixam músicas, filmes dentre outros tipos de arquivos por meio de programas de P2P ou sites de hospedagem. O eMule é o software mais utilizado, com 17,2% de participação. Em segundo lugar aparece o precário RapidShare, com 12,3%.

Grande parte dos arquivos baixados é ilegal. Muitos artistas parecem já não dar tanta importância a isso. Nine Inch Nails, Madonna, Radiohead, Coldplay e Cansei de Ser Sexy já disponibilizaram, inclusive, canções através de download gratuito. O cantor Neil Young avalia que a postura dos fãs trocarem e baixarem músicas na internet já é um caminho sem volta.

Não se trata apenas de um movimento dos artistas. A Universal Music anunciou sua adesão ao Qtrax, serviço que permite download gratuito e legal.

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No vídeo, ocorre movimento similar. A página Plugged In oferece clipes e shows de bandas conhecidas. Fez parceria com Universal, Sony BMG e EMI. Há também o Hulu, uma joint venture entre News Corp e NBC que disponibiliza gratuitamente episódios completos de seriados. Com qualidade de DVD. Nesses casos, o sistema é diferente. Não é possível baixar o arquivo: o usuário confere o conteúdo online, via streaming.

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Entretanto, a resistência persiste: não apenas de artistas, mas principalmente das gravadoras. Continuam processando sites e programas de download, bem como os usuários desses serviços. Buscam manter vigente uma estrutura ultrapassada. No presente, tomam atitudes repressivas. E o futuro? Perdem oportunidades, já que esquecem de desenvolver novas propostas. O (possível) cliente, solto, cria suas próprias alternativas.

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Atualização: 10/11/2010