O "revolucionário" Kindle

Época Kindle

A revista Época dessa semana destaca o Kindle. A Veja também traz uma matériasobre o assunto, um dos temas mais debatidos na internet brasileira na semana passada. O produto já pode ser comprado do Brasil. Custará caro: R$ 1.024,895 (com os impostos de importação, pode chegar a R$ 1.639,83!).  Por esse valor, você adquire um belo Netbook.

O leitor de e-books da Amazon me atrai, até porque possui um sistema de entrega de conteúdo (similar à dupla Ipod -Itunes Store). No país, a tecnologia 3G permitirá que você baixe livros (a cobertura será restrita a capitais e parte do litoral). O primeiro jornal brasileiro disponível no serviço é O Globo.

Adoraria concentrar num único aparelho meus livros, as anotações que fiz neles, fazer pesquisas facilmente… Não só. Esses recursos apenas emulam e tornam mais fáceis tarefas que já realizamos. Que tal um produto realmente adaptado para o meio digital?

Com ele, criaríamos comunidades e debateríamos on-line com outras pessoas que apreciaram o mesmo livro… Não vi esse último recurso em nenhum produto desse segmento, mas acho que seria ótimo. Poderiam ser criadas comunidades (quem sabe reuniões virtuais com autores). Daríamos notas para os livros, e o sistema nos recomendaria outros títulos correlatos. Encontraríamos pessoas com gostos similares, tornando o processo de leitura mais coletivo: novos curadores surgiriam, o sistema também poderia publicar novos autores etc. Imagina as possibilidades de se ter tantos leitores on-line para obras multimídia? ‘Tou viajando…

(Estou vasculhando o Scribd, rede social com livros e revistas digitais, e achando muita coisa boa por lá)

Voltando ao Kindle. O e-reader precisa de melhorias. Não é colorido, não é touchscream, só tem dois 2GB de espaço… Na Ásia, há modelos mais avançados. Lembro de, certa vez, ler uma matéria (acho que no Link) sobre o Kindle em que alguém afirmava que ele não é o Ipod dos livros, mas sim o Walkman.

Há outros questionamentos relevantes. Em fevereiro, quando foi lançada a nova versão do aparelho,escrevi por aqui:

O novo produto é leve e bonito. Entretanto, pode ser um gadget que perdure apenas por alguns anos. Isso porque os consumidores de livros ainda optam pela versão impressa do produto. E também já surgem aplicativos que permitem que celulares possam ler arquivos digitais de livros (o Iphone, por exemplo, já possui um software para isso).

(No Japão surgiu até uma vertente literária criada especialmente para celulares)

Outro ponto que me incomoda é avaliar, de forma prematura, produtos e características como revolucionários atualmente (já fiz comentário similar sobre o Google Wave). Claro, a evolução tecnológica me causa alumbramento seguidamente. Todavia, é importante que muitas dessas inovações mostrem sua força no cotidiano. A história está repleta de produtos/conceitos inovadores que não “vingaram” num primeiro momento, voltando tempos depois com mais força.

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