Os Trolls estão destruindo as redes sociais?
Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails, decidiu excluir perfis que mantinha em diversas redes sociais, como o Twitter. Segundo ele, há problemas de falta de privacidade. Ademais, ele acredita que, nos sites de relacionamento, “os idiotas mandam”.
Não é o único a optar por esse caminho. Por motivos distintos, a escritora Stephenie Meyer abandonou sua página no MySpace. Ela não conseguia mais dialogar com tantas pessoas.
O blog Readwriteweb trouxe um texto sobre o assunto. Pergunta: os trolls - alguém que busca provocar outras pessoas, numa espécie de Cyberbullying – estão destruindo as redes sociais?
Uma das soluções seria coibir o anonimato na rede. Pessoas que não se identificam estariam mais propensas a escrever comentários polêmicos.
No ano passado, o blog Infosfera publicou dez sugestões de como lidar com trolls. Discordo do último ponto.
§ 1 – Não alimente o Troll! O comportamento de um Troll é cíclico. Se você resolver responder de volta, poderá encorajar as respostas desaforadas e provocadoras do sujeito. O alimento do Troll são as suas reações. Com pouco combustível, a apurrinhação acaba.
§ 2 – Não demonstre sua fragilidade. Se responder, tome cuidado para não se mostrar atingido pelos ataques. Isso também alimentaria o Troll.
§ 3 – Modere os comentários. Trolls existem, mas podem ser silenciados. Então, você tem a opção de não publicar os comentários dessa espécie.
§ 4 – Monitore a atividade do Troll. Preste atenção aos comentários, nome de usuário e e-mail do seu Troll. Eles podem ser necessários caso a coisa fique feia.
§ 5 – Penalize Trolls agressivos. Como último recurso, fora da diplomacia, você pode bloquear os Trolls mais insistentes e incomodativos.
§ 6 – Anti-regra: dê uma sova no Troll. Trolls muitas vezes deixam na reta, como se diz, ou seja, fazem comentários refutáveis. Se você tiver condições de dar a volta por cima e quiser fazê-lo, pode ser uma boa. Mas você pode queimar um importante leitor.
§ 7 – Trolls também lhe conhecem. Muitas vezes a mensagem do Troll começa por “Vamos ver se você publica essa”. É, o Troll está lhe desafiando! Vale a pena publicar? Depende. Ele tem alguma razão no que diz? Se sim, e se você estiver errado, dê o mouse a torcer e publique.
§ 8 – Não se converta em um Troll. Caso você publique o comentário de um Troll, lembre-se, ele é o monstrengo, e não você. Não queime seu filme com o seu público. Trate dos assuntos com cordialidade, ou ao menos sem insultos.
§ 9 – Tente domesticar seu Troll. Não antagonize seus internautas. Será que dá pra entrar em contato por e-mail com o seu “amiguinho”? Quem sabe num outro ambiente ele se converta numa criatura mais dócil.
§ 10 – Lembre-se: Trolls também são audiência. Antes de decidir punir seus Trolls, lembre-se, eles também são audiência. Se você está gerando discussão, e as pessoas estão comentando (pelo bem ou pelo mal), é sinal de que estão lendo seu site/blog/fórum. Você não quer perder audiência, quer?
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Daniel Monteiro
Jun 20, 2009 @ 21:34:22
Oi Charles, interessante matéria!
Porém fiquei curioso. O que exatamente é considerado um Troll? Seria o cara que discorda do seu ponto de vista de maneira quase antagônica ou a definição do Troll serve apenas para quando ele discorda de maneira agressiva?
Abraços e parabéns pelo Blog!
charles c
Jun 21, 2009 @ 08:37:24
Daniel,
Obrigado pela visita e pelas gentis palavras. O troll não apenas discorda; ele busca, muitas vezes, o conflito. O verbete do assunto na Wikipedia traz boas informações sobre o assunto http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_(internet)
Os desafios da “sociedade em rede” « Charles Cadé Blog / Comunicação, tecnologia e cultura digital
Sep 10, 2009 @ 17:00:28
[...] de informação (sem atenção), criticismo exacerbado, urgência na divulgação de notícias, Cyberbullying, quem paga a conta na economia digital, novos parâmetros da privacidade, monopólio de serviços [...]
Sua vida. Online « Charles Cadé Blog
Jan 27, 2010 @ 09:14:45
[...] Eu buscaria um meio termo. Até porque muitas vezes a tecnologia é neutra, o que difere é seu uso. Acho que a internet possibilita inúmeras interações, expandindo nossas relações sem “respeitar” diferenças geográficas. Mas a falta de cautela muitas vezes descamba para problemas (como o cyberbulling). [...]