etiqueta, a “pequena ética”

Convencer alguém a mudar de ideia não é algo comum em nosso tempo. Basta uma semana nas redes sociais para perceber: […] a maioria está ali para confirmar certezas prévias ou se irritar com quem diz o contrário.

Uma radicalização que também nasce do meio: para que os palpites sejam ouvidos entre tantas vozes, a tendência é que o adjetivo prevaleça sobre o termo exato, a ênfase sobre a ponderação, as regras generalizantes sobre as nuances que tiram a graça e o colorido das frases e slogans.

Num cenário assim, não é difícil adotar um tom nostálgico ou apocalíptico. [...] Prefiro seguir achando que a humanidade não mudou tanto: apenas passamos a ouvir, graças a uma tecnologia muito mais benéfica que perniciosa, que criou possibilidades infinitas de compartilhamento de informação, as conversas antes restritas a botecos.

[…] Pensar com liberdade, o melhor atalho para identificar o lado certo numa disputa, passa por ouvir e aprender com vozes dissonantes. Mesmo que o timbre delas seja mais frequente em zoológicos, penitenciárias e hospícios.

Michel Laub, em texto que inaugura sua coluna quinzenal na Folha. Começou bem.

1 segundo todos os dias

Quando fez 30 anos, Cesar Kuriyama tirou um ano de folga para comemorar com gosto. A experiência foi registrada por ele, que gravava pequenos trechos dos seus dias. Posteriormente, as cenas foram compiladas num curta (1 Second Every Day; acima). Interessado? A ideia vai virar aplicativo. Primeiro no iPhone. Em seguida, chega ao Android.