Qual a função do jornalista na “era da informação”? [por Bruno Cardoso]

Sempre que alguém me faz essa pergunta eu respondo: A função do jornalista, ontem, hoje e, provavelmente, assim será sempre, é de informar. E outra coisa que sempre me perguntam: a Internet não extinguirá a mídia impressa, nem a TV, nem os livros e nem o rádio, pelo menos não por enquanto. O problema é que tem muita gente anda confundindo o meio com a mensagem e isso é um erro muito grande.

Estamos diante de inúmeras transformações tecnológicas que ocorrem em uma velocidade cada vez maior e afetam nossa vida de maneira irreversível. Com tudo isso acontecendo, é necessário que o jornalista, como qualquer outro profissional, se adapte a essas mudanças para garantir sua sobrevivência profissional. As máquinas de escrever estão extintas há tempos. Porém, aqui é que nasce o primeiro problema, quem deve se adaptar é o jornalista e somente ele. O Jornalismo deve e, como já disse anteriormente, deverá sempre, permanecer intacto com sua ideologia e seus princípios, ou então, perderá o sentido de sua existência.

Considero errôneo afirmar que os blogs e Cia. matarão o Jornalismo. Na minha mais sincera opinião, causará, no máximo, algumas feridas em alguns jornalistas mais desprevenidos e desavisados.  Blogs, assim como os micro-blogs, as redes sociais e todas essas Mídias Sociais, são somente meios. E, por mais que possam levar aos mesmos fins, podem ser, também, utilizados para se fazer Jornalismo, ou não.

Web 2.0? Consumidores e produtores de informação assumindo o mesmo papel? Jornalismo Cidadão? Não ainda. Pelo menos eu não considero um produtor aquele que somente re-embala o alimento. Hoje, o que mais vemos nessa “nova imprensa” (odeio esse termo), feita por anônimos, são materiais produzidos com base na mídia tradicional ou opiniões recheadas de interesses pessoais sem caráter informativo. Ah, e democracia é uma utopia.

Agora, se me perguntarem quem vai pagar pela notícia no futuro, aí sim, eu não sei responder. Creio, inclusive, que ninguém tenha essa resposta. Mas, uma coisa eu garanto: alguém vai acabar pagando, mesmo que sem saber. Nem que seja com nosso bem mais precioso: o tempo. E tempo é dinheiro. Pelo menos é o que dizem. Como transformá-lo em papel moeda é que será a grande sacada.

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Autor: Bruno Cardoso
Formado em Jornalismo e em Sistemas de Informação.
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