Agência de fotojornalismo cidadão tem futuro?

O blog MediaShift debate a viabilidade dos sites de fotojornalismo cidadão (também conhecido como colaborativo). Um dos destaques atuais é o Demotix, que vendeu recentemente uma foto sobre os conflitos no Irã para o New York Times. Todavia, muitas páginas do tipo ficaram pelo caminho (Scoopt e Spy Media). Outro serviço na mesma área é o Cell Journalist.

Para divulgar o material, os fotógrafos usam navegação anônima (mecanismos como Tor), inúmeras contas de e-mail e procuram apagar os metadados das fotos (informações contidas nas imagens, como localização, horário etc., o que possibilita rastrear quem tirou a foto).

Um dos maiores problemas é o desconhecimento dessas agências. Por isso, muitos usuários disponibilizam, gratuitamente, fotos marcantes em sites de hospedagem de imagens, como o Flick e, mais recentemente, o Twitpic. Não ganham financeiramente com isso. Poderiam atuar de acordo com a licença Creative Commons, cobrando em alguns casos, e liberando o uso gratuito para fins não comerciais. O caminho do sucesso dessas ferramentas passaria pela integração com os serviços de foto mais populares.

De toda forma, no texto alguns apontam que esse seria o futuro. Isso porque é muito mais barato usar material amador do que mandar fotógrafos profissionais para cobrir os mais diversos assuntos.

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