Simon Pegg

O primeiro teaser oficial de Tintin

Steven Spielberg dirigiu. Peter Jackson produziu. O roteiro? Obra de Steven Moffat, Edgar Wright e Joe
Cornish. Quer mais? No elenco, Jamie Bell, Andy Serkis, Simon Pegg, Nick Frost e Daniel Craig.
Agora é esperar a estreia de The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn no cinema (23 de dezembro).

A técnica empregada no filme preserva uma das características mais marcantes de um desenhista: seu traço. Em adaptações live action, geralmente se utiliza apenas o texto, quando muito.  Filmes como Dick Tracy e sua bela estética de desenho animado são exceção.

Judd Apatow

Se a Inglaterra tem Simon Pegg e Ricky Gervais, os EUA tem Judd Apatow (na foto, ele apresenta seu escritório ao New York Times).

Apatow participou – como diretor, produtor ou roteirista – de filmes como Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor (2008), Quase irmãos (2008), Ressaca de Amor (2008), Segurando as Pontas (2008), Superbad – É Hoje (2007), Walk Hard: The Dewey Cox Story (2007), Ligeiramente Grávidos (2006), Ricky Bobby – A Toda Velocidade (2006), O Virgem de 40 Anos (2005), Zohan – O Agente Bom de Corte (2008) e As Loucuras de Dick & Jane (2005).

Na TV, Apatow ganhou destaque com a série cult Freaks and Geeks (1999-2000), que versava sobre adolescentes na década de 1980. Do programa também saíram muitos atores conhecidos atualmente, como Seth Rogen e James Franco (atuam juntos em Segurando as Pontas).

Seus filmes evitam o politicamente correto. Desdenham até. Todavia, ao contrário dos irmãos Farrelly (dos divertidos Antes Só do que Mal Casado, Amor em Jogo, Quem Vai Ficar Com Mary etc.) não aposta no distanciamento, na exacerbação do coditiano com tintas fortes ao ponto de ser grosseiro. Apatow também consegue conquistar a simpatia para seus personagens, principalmente os considerados párias (como em O Virgem de 40 Anos, o músico traído de Ressaca de Amor e os adolescentes de Superbad – É Hoje).

A sua obra também apresenta uma vertente mais anárquica, como em Walk Hard: The Dewey Cox Story, que tira sarros das cinebiografias musicais. E, mesmo filmes que não são paródias, trazem críticas -curtas – e ácidas ao ridículo da cultura pop, como CSI em Ressaca de Amor.

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Seu próximo filme como diretor é Funny People e chega aos cinemas dos EUA no dia 31 de julho.

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Let Me Hold You (Little Man), do filme Walk Hard: The Dewey Cox Story

Spaced, a sitcom criada por Simon Pegg

Spaced é um seriado cômico escrito e dirigido por Simon Pegg (já falei sobre ele por aqui). Foi lançado em 1999 na TV inglesa e durou apenas 14 episódios. Duas temporadas. Mas voltou a ganhar destaque no ano passado porque saiu em DVD nos EUA. E anda fazendo sucesso. Na Amazon.com, dos 72 usuários que avaliaram o filme no site, 69 deram cinco estrelas (a contação máxima).

O seriado narra as (des)venturas de Tim Bisley (Pegg) e Daisy Steiner (Jessica Hynes). Eles dividem um apartamento e têm de fingir que são um casal para a locatária (uma das exigências para alugar o apartamento). O mote simples do programa serve de pretexto para várias situações de humor; muitas gagues são baseadas em refências pop (quando isso ainda era novidade), em especial videogame e HQs.

Na prática, acaba sendo um Seinfeld mais jovem, acrescido do humor ácido dos ingleses (o episódio que tira sarro da arte conceitual é um bom exemplo).

Surgiram boatos que Spaced poderia virar filme, mas Pegg já negou. De toda forma, quem assistiu o seriado torce para que ele mude de idéia. O programa é ótimo.

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Humor em ação: Chumbo Grosso

Séries como “The Office”, “Ali G”, “The IT Crowd”… Artistas como Sacha Baron Cohen (”Borat”) e Ricky Gervais (das séries “Office” e “Extras”). O melhor humor, hoje, vem da Inglaterra. E o filme “Chumbo Grosso” só confirma essa constatação. Trata-se de uma sátira, mas não no sentido americano.

No final dos anos 1970 e até meados de 1980, muitos filmes foram feitos utilizando como motes outras películas. “Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu” e “Top Secret – Super confidencial” se tornaram clássicos. Aliás, essas obras tinham os mesmos criadores: Jim Abrahams e os irmãos David Zucker e Jerry Zucker.

Depois, a fórmula passou a não apenas parodiar gêneros, mas sim cenas específicas de filmes de sucesso. Também surgiram vários “seguidores”, o que diluiu a idéia. Até mesmo Mel Brooks passou a fazer paródias nesse estilo. Há o mediano “SOS – Tem Um Louco Solto no Espaço” e o ruim e “Drácula, Morto Mais Feliz”.

Na verdade, Brooks já fazia filmes nesse estilo, e bem antes dos demais. “Banzé no Oeste”, uma sátira aos filmes de velho oeste, é datado de 1974. Mas nos anos 1980 abraçou a idéia de parodiar cenas específicas.

Todavia, foram Abrahams e os Zucker que criaram uma grife e produziram vários filmes em série. Até mesmo no estilo “maior número de piadas por segundo” eles fizeram boas obras, como a trilogia “Corra que a Polícia Vem Aí”. O mesmo não pode ser dito das obras mais recentes deles, como os episódios três e quatro de “Todo Mundo em Pânico”.

Em suma, recentemente tais filmes acabavam resultando em espetáculos de escatologia, como “Espartalhões” e “Deu a Louca em Hollywood” (esses títulos brasileiros…). Coube a uma dupla britânica reeditar a idéia de satirizar gêneros completos, e não apenas cenas.

Eis “Chumbo Grosso” (”Hot Fuzz”, Inglaterra, 2007), que conta com Edgar Writght na direção e com o ator Simon Pegg, e que chega agora às locadoras. No filme, há uma história que vai flertando com todos os clichês de filmes de ação e de suspense. Ou no que se convencionou ser chamado de “policial”. Não pega um material já criado por outro e apenas insere o elemento humor. O material ajuda: as obras originais, por mais que tentem ser sérias, já mostram um lado ridículo fácil de ser trabalho sobre o prisma cômico.

O enredo é simples. Um policial de Londres é transferido para o interior por ser “eficiente demais” e, por isso, cria problemas para seus colegas. Chegando à nova cidade, descobre que as coisas não são tão calmas quanto pareciam.

É um divertido filme, que poderia ser ainda melhor se fosse mais curto, o que daria mais ritmo à narrativa. Também começa lento em humor, só melhorando da metade para o final. Edgar Writght e Simon Pegg já brincaram com o gênero horror em “Todo Mundo Quase Morto”.