o que cabe num blog?

Investir na divulgação de últimas notícias ou transformar o espaço num diário pessoal são os caminhos mais comuns. Todavia, aprecio os que tem uma abordagem mais pessoal, com bom espaço para a reflexão. Hoje, há abundância de opiniões, que podem ser dadas de supetão (é só dar uma olhada no Twitter para constatar isso), mas a análise requer um pouco mais de tempo.

Ademais, o único critério não pode ser o fator novidade, a urgência em citar algo porque outro blogueiro pode usar a mesma informação antes de você. Pode acabar sendo o que fala primeiro, mas também o que versou de forma menos consistente sobre o assunto. É um festival de suposições, de especulação…

Uma solução para isso é informar que o texto está em construção. De toda forma, o espírito “novidadeiro” é tão forte que, em muitos casos, se diz que uma informação de ontem é “old”. E isso vem acompanhado de desdém.

Com ou sem foco específico? Por aqui, a comunicação tem espaço, é a minha profissão, mas, como vem acontecendo há algum tempo, vai receber a companhia de outros temas, numa abordagem que liga tecnologia e humanismo. Cultura digital, tendências e comportamento da sociedade em rede, os novos caminhos da economia criativa e inclusão tecnológica são temas que despertam meu interesse. Descubra o que faz sentido para você: uma revista eletrônica de variedades ou uma publicação de nicho.

Pergunta – Atividade que mais gosta de fazer?
Resposta – Aprender aquilo que ainda não sei.

(Hermano Vianna, na revista Época)

Investir em textos explicativos (how to) são uma ótima pedida. Se há os nativos digitais, há quem esteja chegando à web agora. Ou seja, o conteúdo/serviço entrega dicas para quem quer utilizar com profundidade os recursos tecnologicos. É impressionante a quantidade de dúvidas que chegam a mim que os heavy users da internet achariam óbvias. Como sempre digo quando oriento estagiários, nunca parta do pressuposto, porque aí você usa como referência o seu ponto de vista, ou de um grupo de pessoas muito similar a você. 

Não seja um beco sem saída na internet: além de investir em conteúdo próprio, é importante citar links para outras páginas. Assim, fica mais dinâmico. Além disso, não vejo necessidade de falar sobre um assunto se outra pessoa já o fez com propriedade e eu tenho pouco a acrescentar. No máximo, cite uma parte do texto que achou interessante e complemente com uma pequena opinião sua.

Ademais, também pratico uma das coisas que mais me motivam atualmente: dar destaque a quem tem produção de qualidade para mostrar. Hoje em dia, o problema não é a distribuição, já que é muito fácil publicar conteúdo online. O desafio é conseguir visibilidade para seu trabalho. 

No fim de semana, você pode fazer um resumo do que foi importante nos últimos sete dias. Isso ajuda, inclusive, a citar temas que não foram divulgados por falta de tempo. Entrevistas, séries de posts sobre determinado tema também enriquecem seu espaço.

Para ampliar os pontos de vista, seu site pode receber, esporadicamente, autores convidados. Não sei de tudo (nem tenho essa pretensão). Por outro lado, diversos temas despertam minha curiosidade e, por isso, quero estar envolvido com eles.

E a embalagem não precisa ser irônica, cínica. Recentemente, li Frenesi Polissilábico, de Nick Hornby. Trata-se de uma coletânea de artigos do autor que foram publicados na revista norte-americana Believer, cujo lema é “NAO ESCULHAMBEIS O PROXIMO“.

Esse livro reforçou uma tendência que já vinha perseguindo. Claro, análises bem-feitas sobre algo ruim podem lhe auxiliar, abrir sua visão. Como diz o livro, “elogia sem parecer condescendente e critica sem soar arrogante“. Entretanto, meu tempo é escasso. Por isso, não quero usá-lo com algo que considerei sem qualidade.

Social

Se quiser, pode optar por visitar o endereço charlescade.tumblr.com/. Essa página concentra todo o conteúdo disponibilizado por mim na internet. Para me acompanhar, é só dar uma passada por lá. No site meadiciona.com/charlescade você fica sabendo das redes sociais que utilizo.