(i)mobilidade social

A maior parte das pessoas no Ocidente desenvolvido dizem que o que acontece na África não tem nada a ver com elas. Veem filmes na África e pensam: ‘O que isso tem a ver comigo?’
Quando meu produtor me falou dos minérios de conflito, topei na hora. Vi aí uma grande chance de mostrar como estamos todos conectados. Como nosso modo de vida depende do sofrimento de outras pessoas.

O cineasta Frank Poulsen explica porque decidiu fazer o filme Blood In The Mobile (trailer abaixo). O documentário mostra como é realizada a extração de metais para celulares, processo comandado por homens armados. Há mais: crianças e adolescentes são utilizados como mão-de-obra. Não há água potável.

Para mudar essa realidade, iniciativas buscam tornar mais transparente as etapas de produção de produtos eletrônicos. É o caso da campanha Make IT Fair (For People Everywhere).


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Chase Jarvis: a beleza do cotidiano

Acima, o fotógrafo Chase Jarvis celebra a arte de registrar momentos e convida o mundo a perseguir seus próprios esforços criativos. Para ele, é necessário tirar fotos que ninguém, além de você, pode registrar. Aí conta o cotidiano de cada um, a forma como você percebe esses momentos.

Em 2009, Jarvis lançou The Best Camera Is The One That’s With You, livro que reúne fotos que ele tirou com seu iPhone. Não está só. Outros fotógrafos também abraçaram a arte do possível.

Com isso, defendem o valor artístico de equipamentos muitas vezes esnobados. De acordo com Javis, imagens não tem a ver com megapixels, mas sim com histórias e momentos (vídeo abaixo).

Claro, Jarvis não usa apenas celulares. Nos vídeos abaixo, ele mostra seu equipamento e como realiza seu trabalho.

Chase Jarvis também lança vários vídeos online. Abaixo, ele entrevista o escritor Tim Ferriss.

Dicas para tirar fotografias melhores

BBC, UOL e IG reformulam home page: a nova cara da internet

A BBC está testando o novo visual da sua página inicial. No Brasil, IG e UOL seguem o mesmo caminho.

Algumas tendências estão se consolidando: o espaço é dominado pelo branco. Aliás, o conteúdo respira, não tem tantas molduras como outrora. Com menos firulas visuais, os sites também querem melhorar a performance de carregamento.

Há uma busca por otimizar os espaços. Os tempos de menu lateral ficaram para trás há algum tempo. Agora, menus dinâmicos expandem as opções do usuário: ao clicar numa das opções do menu localizado no topo, surgem subseções em cascata.

A primeira dobra da página hierarquiza melhor o conteúdo. As fontes, que estão maiores e geralmente aparecem nas cores azul e preto, servem também a esse propósito. Tamanhos distintos ressaltam a gradação do que é apresentado.

Há uma tendência em encurtar distâncias, em entregar ao visitante o que ele busca, sem necessidades de tantos links. As notícias mais lidas aparecem no lado direito. O IG enche esse espaço com informações de trânsito, futebol, horóscopo e mercado financeiro. No UOL, algumas dessas informações aparecem logo no topo, mas menores. Outras estão no final da página. E há apenas links.

A grande mudança, porém, é integrar a experiência de uso. Predomina o “swiping”: o conteúdo desliza, algo popular nos dispositivos móveis. É uma forma mais intuitiva de embalar a informação.

A BBC usou muito esse recurso. Com isso, oferece informações e serviços sem tornar sua primeira página tão longa. Já os portais nacionais crescem na vertical.