Trabalhar sem internet agora é possível no Notion

Notion é reconhecido pela versatilidade e pelo alcance como ferramenta de organização. Ainda assim, carregava uma limitação que incomodava seus usuários: a impossibilidade de funcionar sem internet. Em situações de viagem, deslocamento ou instabilidade de rede, o acesso aos conteúdos ficava comprometido. Agora, com a nova atualização, essa barreira começa a ser superada.

A empresa implementou um sistema de sincronização local. O mecanismo funciona de forma simples: ao marcar uma página para uso offline, o conteúdo é baixado para o dispositivo e pode ser consultado ou editado mesmo sem rede disponível. Quando a conexão retorna, as alterações feitas são incorporadas automaticamente à versão na nuvem.

Esse processo, no entanto, exige uma ação prévia do usuário. No plano gratuito, cada página precisa ser ativada manualmente, lembrando a lógica de plataformas de mídia em que o conteúdo deve ser baixado antes do consumo. Já nas modalidades pagas, o Notion facilita a rotina ao permitir que páginas favoritas ou mais acessadas sejam armazenadas de forma automática.

Mesmo não dispensando planejamento prévio, a funcionalidade posiciona o Notion como uma ferramenta ainda mais robusta para o gerenciamento de conhecimento pessoal (Personal Knowledge Management, PKM).

Imagem via Flickr

Percepção e uso da inteligência artificial no Brasil: riscos, benefícios e tendências

A presença da inteligência artificial (IA) no cotidiano dos brasileiros é significativa, mas a forma de uso ainda é predominantemente passiva. Pesquisa do Datafolha e do Observatório Fundação Itaú aponta que 93% da população utiliza IA de alguma forma, como em sistemas de recomendação de filmes e séries ou aplicativos de navegação.

O uso de ferramentas de IA generativa, que produzem textos ou imagens, ainda é limitado. Cerca de 57% nunca utilizaram sistemas como o ChatGPT, e 69% nunca recorreram a geradores de imagem, como o Midjourney. Entre os entrevistados, 89% acessam redes que empregam IA, 78% usam serviços com recomendações automatizadas e 63% recorrem a sistemas de navegação.

O levantamento também mostra que 82% já ouviram falar em inteligência artificial, mas quase metade não compreende o conceito. Entre os usos práticos, 58% recorrem à IA para buscas, 56% para resumir documentos ou obter respostas e 51% para recomendações de entretenimento. A percepção sobre impactos no trabalho é dividida: 49% veem a IA como uma ameaça, 51% não, e 41% conhecem casos de substituição de trabalhadores.

Os riscos mais citados incluem uso indevido de dados pessoais (42%), manipulação ou vigilância (36%) e desemprego em massa (34%). Ainda assim, 77% concordam que a tecnologia pode ser perigosa sem regulamentação. Apesar disso, 41% reconhecem benefícios para ciência e educação, 39% esperam avanços na saúde, e 69% consideram que a IA ajuda nos estudos, com 75% afirmando ter aprendido algo novo.

Imagem via Flickr