Viver para postar

Dificílimo reconhecer a felicidade quando ela ainda está no recinto. Caso reconheça, é fundamental fotografar, escrever, desenhar, filmar. Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota. Às vezes a necessidade de registro pode parecer uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a vida toda.

Gregorio Duvivier

Cinema mobile

Tangerine

Filmado inteiramente com com iPhone 5s (com o aplicativo FiLMiC Pro e acompanhado de lentes anamórficas), a dramédia Tangerine (2015), de Sean Baker, foi bem recebida no festival de Sundance.

Não é a primeira experiência do gênero. Vencedor da categoria melhor documentário do Oscar, Procurando Sugar Man (Searching for Sugar Man, 2012) foi parcialmente registrado com um iPhone (app 8mm Vintage Camera).

Economia pós-digital

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Há uma definição, do Douglas Adams, que diz que se (algo) veio antes de nascermos não reconhecemos como tecnologia. Se surgiu entre seus 15 e 35 anos, é cool, eu quero ter. Mas se surge depois dos 35, não deveria existir.

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O capitalismo é uma estrutura artificial, primitiva. Não se sustenta. A economia compartilhada, sim. A cultura do “ter para ser” está morrendo. Andar de bicicleta é mais moderno que de carro. A sociedade mede sucesso por números. Nosso grupo, por engajamento, impacto positivo, autonomia. A economia pós-digital já nasceu.

Tiago Mattos, publicitário e futurista

Tudo pelo social

“Social” passou a representar o oposto do que significou durante séculos. Em vez de interação e comunicação real, atualmente definimos o termo como validação do ego através de cliques.
“Social” é o que acontece quando alguém posta uma informação pessoal -fotos, pensamentos, músicas favoritas, piadas- na internet e outra pessoa demonstra sua aprovação com o ícone de um polegar para cima, uma estrela ou coração. Se alguém é realmente “social”, vai escrever um comentário.
Os jovens não estão deixando as redes sociais. Eles estão redefinindo o termo. Passaram a adotá-lo com seu significado original: fazer contato com outros seres humanos. Comunicando. Através do diálogo imediato, vai-e-vem. A maior parte dessa interação ocorre digitalmente. Através de uma conversa em que duas (ou mais) pessoas estão trocando informações e experências. Sem publicá-las.

Texto analisa porque as redes sociais digitais mais populares, como Facebook, estão perdendo popularidade entre os mais jovens. Para eles, afora o renascimento do Twitter, aplicativos de celular são mais interessantes. Há também as delícias off line.

Jornalismo mobile

Cobrir um evento tecnológico sem a utlização de câmeras DSLRS, laptops ou iPads. Na mão, apenas o celular. De texto a fotografias, tudo deve ser feito a partir do aparelho móvel. Essa é a proposta da Wired para a CES 2014, maior feira de traquitanas eletrônicas. Cada integrante da equipe circulará com um modelo diferente: iPhone 5S; Nokia Lumia 1020, Moto X e Blackberry Z30. O desafio começou hoje.

Fotografia digital

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Para [Nick] Knight, a revolução democratizante propiciada pelas câmeras de celular é tão radical quanto a ocorrida nos anos 1960, quando o britânico David Bailey, ícone da fotografia, largou o tripé e começou a trabalhar com uma câmera de mão.

“Isso deu liberdade a ele e mudou o que a fotografia era, artisticamente. O mesmo vale para mim e o iPhone.”

Mas e quanto à lente do aparelho? “É absurdo que as pessoas pensem que todas as fotos têm de ter alta resolução. O que importa, em termos artísticos, é se a imagem funciona. A maquinaria com a qual se cria arte é irrelevante”, afirma o fotógrafo.

Filtros móveis

http://youtu.be/2giNzaZunqE

Acima, vídeo apresenta a nova ferramenta do Twitter para celulares: adicionar filtros nas fotos. Também na semana passada, o Flickr mostrou seu novo aplicativo móvel, que possui recurso similar. É mais um serviço do Yahoo a passar por reformas.

O Google segue a mesma toada, disponibilizando gratuitamente o Snapseed, seu app mobile de edição de imagens. Comprado pela gigante das buscas, o Snapseed anteriormente era pago. Seria mais interessante aproximar Snapseed e Picasa, o “Flickr” do Google. Do jeito que as coisas vão, a atuação do Google segue dispersa, já que os softwares da empresa apresentam propostas similares.

No plano geral, agora todos os grandes nomes da internet possuem boas opções nesse segmento. Mas chegaram tarde na brincadeira. O Instagram, que apresentou sua nova versão recentemente, já virou sinônimo desse tipo de serviço. Algo que ficou ainda mais intenso quando o aplicativo alcançou o sistema Android. É natural. As pessoas querem seguir para a mesma festa que seus amigos. É mais animado por lá.