Serendipitor, um aplicativo de navegação sem rumo

A narração robotizada não ajuda, mas a ideia do Serendipitor é promissora. Trata-se de um aplicativo de navegação para iPhone que te joga em rotas alternativas. Ao valorizar desvios, amplia a experiência do usuário: você é levado a lugares que não estava procurando.

Pode-se aumentar ou diminuir a complexidade do percurso, dependendo de quanto tempo dispõe. No caminho, sugestões alternativas pipocam na tela do celular.

No final, o flâneur cibernético ainda pode compartilhar o novo trajeto com seus amigos. O nome do aplicativo vem de Serendipity, palavra que representa as descobertas ao acaso.

Você não possui seus aplicativos

Cada app que você tenha baixado de qualquer uma das principais lojas de aplicativos potencialmente tem uma licença limitada que poderia expirar no futuro próximo. A maioria de nós não tem nada a temer. Não é certamente um bom negócio apresentar um monte de aplicativos que expiram depois de apenas 2 anos no mercado […]
Certifique-se de olhar todos os detalhes disponíveis sempre que comprar um aplicativo para ver se existe uma licença limitada incluída nele.

O artigo cita os momentos finais da versão do jogo Rock Band para iPhone/iPad. Mas o alcance dessa conversa é bem mais amplo. A Amazon, por exemplo, já apagou remotamente livros instalados no e-reader Kindle.

Zigoto

Biologic [bloom.io] é um app gratuito para iPad que transforma suas redes sociais digitais em células.

Cada “célula” representa uma única pessoa. Dentro dela podem ser encontradas “partículas” brilhosas, que correspondem a sua atualização mais recente. Quanto mais retuítes e likes receber, maior será a movimentação dessa partícula.

Dos mesmos criadores do planetário de exploração musical.

Longform: um hub de notícias (longas) no iPad

O formato visual é simples: texto e fundo branco. Mas, diferente de outros serviços de leitura de conteúdo digital – como Flipboard, Instapaper ou Evernote Clearly -, o objetivo do Longform é privilegiar material de maior fôlego. Ao puxar atualizações, por exemplo, o sistema não pesca slideshows e posts de blogs.

Para não gerar grande fluxo de conteúdo, o software faz a triagem do que é mais relevante. Além disso, o material é baixado para permitir leitura off-line.

Ademais, o Longform quer “cavar mais fundo”, indo além das fontes óbvias. Em futuras atualizações, publicações menores, de diversos países, devem entrar no cardápio de opções do aplicativo.

Foi liberado hoje. Você encontra na App Store por$ 4,99.

Para quem não possui o tablet da Apple, o site (longform.org) e o perfil no twitter (@longform) já quebram um galho.

Filmes feitos com celular

The Swarm, curta de terror feito com celulares. Nesse caso, trata-se de uma ação de marketing para divulgar os produtos da linha Xperia, da Sony.

A equipe é formada por profissionais: direção de Tom Harper (cineasta já premiado com um Bafta, o Oscar britânico). Já o roteiro coube a Geoff Busetil e Daniel Kaluuya, que trabalharam na série juvenil Skins (por sinal, a sexta temporada do programa estreou recentemente).

O vídeo brilha ao mostrar as possibilidades do celular na própria trama do curta. Por outro lado, perde pontos por não divulgar eficientemente a “usabilidade” do gadget.

Não gosto dessa abordagem de imitar uma produção caseira, mas deixar o controle criativo para os profissionais. É um caminho limitante, que parece reforçar  a necessidade de credenciais técnicas específicas. Melhor seria mostrar produções independentes ou lançar concurso para destacar filmagens amadoras. Isso mostraria que o produto é acessível.

Há boas iniciativas do tipo. O Mashable, por exemplo, listou bons vídeos feitos com iPhone.

Android: história visual

Do lançamento à mais nova versão (Ice Cream Sandwich, a primeira a valer tanto para celulares quanto tablets), o site The Verge analisa a evolução visual do Android, o popular sistema aberto para dispositivos móveis.

O Google geralmente entrega uma boa UI (User Interface). O problema são as modificações mirabolantes dos fabricantes de hardware ou o desleixo de alguns criadores de aplicativo. Não à toa, o Google quer acabar com as discrepâncias visuais. Agora, há um guia de design para a plataforma Android.

A vida é mais interessante através do filtro de um celular?

É a pergunta que o NY Times faz em matéria que mostra a rotina de jovens que convivem com seus pares através da interação presencial e via internet.

Nessa nova vida social, não há distinção de ambientes: a troca de olhares é intercalada com fugas para conferir, via celular, o que está acontecendo noutros cenários.

O medo de estar perdendo algo é uma preocupação constante. Já há nome para isso: FOMO. De acordo com pesquisa realizada pela agência de publicidade JWT New York, 65% dos jovens adultos se sentem deixados de fora quando percebem que amigos estão fazendo alguma coisa sem eles.

(i)mobilidade social

A maior parte das pessoas no Ocidente desenvolvido dizem que o que acontece na África não tem nada a ver com elas. Veem filmes na África e pensam: ‘O que isso tem a ver comigo?’
Quando meu produtor me falou dos minérios de conflito, topei na hora. Vi aí uma grande chance de mostrar como estamos todos conectados. Como nosso modo de vida depende do sofrimento de outras pessoas.

O cineasta Frank Poulsen explica porque decidiu fazer o filme Blood In The Mobile (trailer abaixo). O documentário mostra como é realizada a extração de metais para celulares, processo comandado por homens armados. Há mais: crianças e adolescentes são utilizados como mão-de-obra. Não há água potável.

Para mudar essa realidade, iniciativas buscam tornar mais transparente as etapas de produção de produtos eletrônicos. É o caso da campanha Make IT Fair (For People Everywhere).


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Chase Jarvis: a beleza do cotidiano

Acima, o fotógrafo Chase Jarvis celebra a arte de registrar momentos e convida o mundo a perseguir seus próprios esforços criativos. Para ele, é necessário tirar fotos que ninguém, além de você, pode registrar. Aí conta o cotidiano de cada um, a forma como você percebe esses momentos.

Em 2009, Jarvis lançou The Best Camera Is The One That’s With You, livro que reúne fotos que ele tirou com seu iPhone. Não está só. Outros fotógrafos também abraçaram a arte do possível.

Com isso, defendem o valor artístico de equipamentos muitas vezes esnobados. De acordo com Javis, imagens não tem a ver com megapixels, mas sim com histórias e momentos (vídeo abaixo).

Claro, Jarvis não usa apenas celulares. Nos vídeos abaixo, ele mostra seu equipamento e como realiza seu trabalho.

Chase Jarvis também lança vários vídeos online. Abaixo, ele entrevista o escritor Tim Ferriss.

Dicas para tirar fotografias melhores