“Quando o lugar oprime você, deprime seu espírito, seus sentimentos reagem com mais força”.
Apichatpong Weerasethakul, diretor de Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, título vencedor da Palma de Ouro em Cannes.
“Quando o lugar oprime você, deprime seu espírito, seus sentimentos reagem com mais força”.
Apichatpong Weerasethakul, diretor de Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, título vencedor da Palma de Ouro em Cannes.
O trabalho concluiu que a Netflix vem meticulosamente analisando todos os filmes e programa de TV que se possa imaginar. Eles possuem um estoque de dados sobre entretenimento que é absolutamente sem precedentes.
Matéria da Atlantic desvenda os inúmeros gêneros temáticos específicos lançados pela Netflix. Ao todo, 76.897. Confira alguns no final do post. O material é tão inusitado que a Atlantic entregou ao público uma ferramenta de criação de micro-gêneros.
São descrições longas, elaboradas pelo algoritmo do Netflix a partir de metadados levantados inicialmente por uma equipe. Internamente, tais definições são caracterizadas como altgenres. Resultado: montaram um banco de dados de predileções cinematográficas.
Netflix: altgenres
Hoje chega ao fim o FestAruanda 2013. Foi bacana participar mais uma vez da seleção dos curtas. Muitos filmes não podem ser assistidos online. São produções recentes, ainda em circulação nos festivais (não raro, tais eventos pedem ineditismo em relação a outras plataformas).
Todavia… Como no ano passado não rolou festival, decidimos resgatar alguns títulos de safras anteriores. Dique (vídeo acima) e Linear são ótimos exemplos. Ambos disponíveis na rede.
As soluções devem partir dos economistas e das pessoas em quem votamos. Um cineasta apenas faz as perguntas certas. Nem todo político é corrupto, ainda que eles costumem ter uma debilidade que resulta de pensar apenas em ser eleitos.”
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“[…] todos os filmes são políticos. Não há nada mais político do que um filme de super-herói, com um carro potente e salvando mocinhas indefesas. O impacto que o cinema de puro entretenimento exerce sobre as gerações é incalculável. Faço filmes sobre o que me inquieta. E só.’
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“Políticos têm carreiras, cineastas têm paixões. É a dúvida que move um diretor, a vontade de dividir os dilemas que ele carrega sozinho. E sempre haverá uma história a ser contada. Tenho 80 anos e não consigo imaginar minha vida sem fazer filmes.
Bela homenagem aos momentos iniciais dos filmes. Grande parte das películas abre com uma burocrática listagem da equipe técnica. Felizmente, alguns títulos vão além.
Em outros, a introdução é uma promessa que a obra não sustenta. O melhor da experiência cinematográfica surge nos créditos iniciais. E não avança.
Akira Kurosawa, um jovem que queria ser pintor mas optou por levar suas tintas para telas maiores. Os storyboards criados pelo diretor japonês são lindos.
Vídeo dedicado à Steadicam, câmera que passeia, junto com os atores, pelo cenário. O Iluminado (The Shining, 1980) conclui a bela seleção.
Há mais. O site www.steadishots.org segue as novidades desse equipamento criado na década de 1970.
Antes, as pessoas pensavam que podiam fazer dinheiro com qualquer tipo de filme. Hoje, elas acham que existe um certo tipo de filme. E talvez estejam certas. Eu odiaria estar começando agora. É fácil fazer um filme bacana, com pouco dinheiro, mas quem irá vê-lo?
O diretor Steven Soderbergh (Traffic, Onze Homens e um Segredo), em entrevista na Folha de São Paulo. Seu mais recente filme, O Desinformante!, estreia no Brasil no dia 16 de outubro. Matt Damon é o protagonista. Trailer abaixo.
Muito se falou sobre a modificação no final de Watchmen. No cinema, houve uma mudança significativa em relação à HQ. Perguntei a meu amigo especialista no assunto, Audaci Jr., sobre as alterações realizadas. Veja abaixo:
Na HQ, Ozymandias prepara um plano extremamente elaborado ao longo da história (sem revelá-lo como autor) que envolve uma ilha (no qual o Comediante fala o que viu nela quando está com o Moloch, seu arqui-inimigo) e muitos cientistas, físicos, ufólogos, artistas plásticos, poetas etc. (todos “desaparecidos” no desenrolar do quadrinho, vistos ou em cantos de jornal ou comentados em uma conversa e outra, ou na TV de relance, e por aí vai)… Você pensa que isso não é nada de mais, mas quando eles saem da ilha após cumprirem uma missão, o barco em que eles estão explode sem deixar nenhum sobrevivente!
Em seguida, Ozymandias revela pra Coruja e Rorschach que teletransportou um monstro enorme, com tentáculos e tudo pro centro de Nova Iorque, causando uma explosão psíquica e matando milhares de pessoas ao redor. Ozymandias acrescenta que o mesmo monstro (que morreu) emanou em ondas psíquicas descrições de seu mundo e sua intenção belicista (por isso o poeta, artistas e ufólogos). Assim, todos os países – amigos e inimigos – se unem em solidariedade e contra um “inimigo” comum, supostamente de outro mundo, criado pelo Ozymandias (ao contrário do filme, cuja culpa recai sobre o Dr. Manhattan).
Dr. Manhattan se exila novamente (falando que poderá até criar outro universo, como no filme). Na cena, ele está na sala com Ozymandias e fala de forma evasiva que a humanidade está salva por enquanto, desaparecendo e deixando uma pequena nuvem em forma de cogumelo (dentro de um recipiente redondo que tinha uma miniatura do universo) e um Ozymandias preocupado…
Imagem via Flickr de DanOhh Design