Haters Gonna Hate

“A internet é libertária, democrática, mas também faz você entregar sua privacidade e se relacionar com corporações como se fossem Deus ou a natureza. Elas dizem: “Você não precisa pagar nada”. E você se entrega acriticamente, porque a ideia de não fazer esforço é sedutora.
E há o narcisismo, a exposição no Facebook, que pega um ponto central. É perverso, a conquista vai em pontos frágeis da psique, você se sente uma celebridade. Do ponto de vista político, você acha que está usando, mas está sendo usado. O livro expressa esse desconforto.”

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“Talvez [a internet] tenha acirrado algo que sempre existiu em potencial. Você não tem privacidade, mas pode ter anonimato, o que permite uma manifestação de imbecilidade sob a proteção do anonimato.
Estava incomodado com isso e pensei nesse narrador que representa o ódio absoluto, o anonimato da internet.”

Bernardo Carvalho,  em entrevista à Folha. O autor comenta temas correlatos ao seu novo romance, “Reprodução”.

O assunto também é abordado em outro título, “Viral Hate: Containing its Spread on the Internet” (“Ódio Viral: Contendo sua Dispersão na Internet”). Nele, Abraham Foxman e Christopher Wolf questionam se, em nome da liberdade de expressão, estamos propiciando o discurso do ódio.

O que você encontra no Chat Roulette?

Acima, curta – direção de Casey Neistat – analisa o site que conecta pessoas aleatoriamente e que virou sensação.

A Day at the Chatroulette.com Offices é um mockumentary (humorístico em estilo documentário) sobre a equipe responsável pelo serviço.

Grande parte do que está sendo produzido sobre o serviço critica principalmente o perfil dos usuários do serviços -maioria homens e “pervertidos”- e a falta de noção das pessoas em relação à privacidade. O site Chat Roulette Screenshots, por exemplo, mostra as “melhores” imagens de conversas.

Mas nem tudo é tiração de sarro. Há também serviços mais úteis para quem leva a sério o Chat Roulette. Estava conversando com alguém, a conexão foi interrompida e gostaria de continuar o papo? Então seu destino é o site Chatroulette Missed Connections.

Jack Dorsey, o criador do Twitter

“Com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas. A ideia é minimizar os pensamentos.”

No caderno LinkJack Dorsey fala sobre uma de suas criações, o Twitter, microblog que permite mensagens com até 140 caracteres.

Para ele, “O Twitter é mais uma rede de notícias, onde cada um atualiza em texto a sua vida. Quem quiser, segue. Não é preciso ser amigo. Uma pessoa pode te seguir e você pode não querer segui-la.”

A Vanity Fair fez um belo perfil sobre esse badalado empreendedor do Vale do Silício. Curiosamente, a história de Dorsey se assemelha a de outro grande nome da tecnologia: Steve Jobs. Assim como o criador da Apple, Dorsey foi afastado da companhia que fundou. Voltaria ao Twitter em 2011, como chefe de desenvolvimento de produto.

A popular ferramenta de mensagens curtas foi inventada por Dorsey. Mas ele não esteve só na empreitada: Biz Stone, que passou pelo Brasil em 2009, foi seu parceiro inicial. Em 2006, Evan Williams, o homem por trás do Blogger, se juntou a eles.

Dorsey depois viria a criar o Square, dispositivo que transforma aparelhos móveis (iPhones, iPads e celulares Android) em plataformas de pagamento eletrônico (vídeo abaixo).

Jack Dorsey: entrevista

Square: como funciona

Atualizado em 10 de abril de 2011. 

Site reúne as melhores capas de livros

Como o próprio nome entrega, a página The Book Cover Arquive seleciona e armazena as melhores capas de livros. As publicações podem ser consultadas por autor, gênero, diretor de arte, data da publicação, fotógrafo, ilustrador etc.

Há mais. A página igualmente destaca os designers mais criativos nesse segmento. Há uma listagem com os sites de alguns profissionais.

O endereço traz ainda dicas de livros sobre o assunto e mantém um blog sobre o mercado editorial.

Para quem se interessa pelo tema, algumas sugestões de outros sites sobre capas de livros (dica do BCA):

Veja também
Experimento prova que julgamos os livros pelas capas

Capa de Livro: DIY

Crie uma capa em 2 minutos!

Como fazer um livro no Word 2007

Saiba quais vídeos foram retirados do Youtube

Não há site como o Youtube. O serviço de hospedagem de vídeos se transformou numa verdadeira midiateca global. Simplesmente você encontra -quase- tudo por lá.

Muitos não respeitam direitos autorais, é verdade. Mas mesmo quando são excluídos, geralmente são colocados de volta por outros usuários.

Um bom site para monitorar esse movimento é o YouTomb. Com ele, é possível saber quais os vídeos que foram retirados do Youtube.

Extensão do Firefox salva páginas web em PDF

O Firefox, com seus complementos, oferece a melhor experiência de navegação na internet. Um dos recursos mais úteis é o PDF Download. Com ele, é possível salvar sites em arquivo PDF. Faça o download aqui.

Para quem quer apenas ler arquivos PDF, o PDFMenot pode ser de grande valia. Trata-se de um site que permite abrir arquivos nesse formato, sem que seja necessário instalar nenhum programa. Visita a página: http://www.pdfmenot.com/.

Adicione comentários no Tumblr

O Tumblr, já mencionado por aqui, é um excelente serviço de lifestream ou  light blogging (sites que apresentam conteúdo multimídia de forma rápida e sucinta).

Todavia, algumas pessoas reclamam que o site não possui sistema de comentários.

O Disqus preenche essa lacuna. Trata-se de um sistema de gerenciamento de comunidade, que pode ser inserido no Tumblr. Em vários serviços, na verdade: WordPress, Blogger

O processo não é muito complicado, mas precisa acessar o código da página do Tumblr. É só copiar nas partes indicadas pelo tutorial do Disqus.

Primeiro, preencha o formulário de inscrição. Em seguida, o serviço vai lhe indicar o código a ser inserido no Tumblr. Fica logo abaixo de: Copy and paste the following embed code into the HTML.

Depois de fazer o cadastro no Disqus, vá ao Tumblr. Lá, siga esse caminho: Customize appearance / Theme / Use custom HTML. Alguns temas já tem integração com o Disqus. Por isso, procure, no código html, pelos termos disqus ou comments para achar o local indicado. Não achou? Sem problemas, jogue o código dos comentários depois do termo {/block:Posts}

Não acabou. Você ainda tem de inserir um código para indicar o número de comentários. As instruções estão aqui (procure por Copy and paste the following code so that it is at the bottom of each post type in your HTML).

Depois, é só salvar. Geralmente funciona direito. Mas há muitas variações nos templates, o que pode dificultar. Você também pode testar os serviços Flobbe Chatbox ou Linebuzz. Curtiu brincar com o código do seu Tumblr? Aqui há outras opções.

Não deu de jeito nenhum? Pode rumar para outro serviço de light blogging, o Posterous. Ele possui integração com o Google Analytics (audiência do blog), Feedburner (personalizar RSS), o próprio Disqus

Atualizado em 01/01/2011

Crie sua própria linha do tempo online

Recentemente, mais dois sites (Circavie e o Dipity) foram lançados para surfar na tendência de montar linhas de tempo pessoais baseada em atividades online.

O Dipity é o mais eficiente, visto que puxa, de forma simples, as atualizações que você faz no seu blog, YouTube, Last.fm, Flickr, Twitter, del.icio.us etc. Tendo o RSS do serviço que quer adicionar, o Dipity  importa facilmente o conteúdo. O Circavie é mais indicado para criar listas específicas. Um catálogo de viagens, por exemplo.

As duas novas opções tentam entrar num setor com líderes já consolidados. Tumblr é uma das opções. Ele junta toda a informação como se fosse um blog, e não apenas numa lista de links.

Há também o Friendfeed. Nele, a lista de serviços compatíveis é maior que o Tumblr (só é possível agregar cinco serviços). Além disso, você pode adicionar amigos e deixar como privado o seu perfil. Todo novo contato deve ser autorizado por você. Um resumo das atividades é enviado diariamente, por e-mail.