Mente sintetizadora

“Mente sintetizadora é a habilidade de extrair o que é essencial do amontoado cada vez maior de informações despejada diariamente pelos mais diferentes meios. Para [Howard] Gardner, o profissional do futuro deverá ter essa “mente” ou, pelo menos, ser assessorado por alguém que a tenha, do contrário tende a ficar paralisado entre as múltiplas alternativas.
Para nenhuma atividade profissional, o desafio de lidar com o excesso de informação (e, portanto, exercer a capacidade de síntese) é tão pesado como para os jornalistas. Afinal, a imprensa é e será o grande filtro, seja no papel, no rádio, nas telas da televisão ou do computador. [...]“

Gilberto Dimenstein, na Folha de São Paulo

O Clube do Filme

“[...]estou lendo um livro delicioso, intitulado “O Clube do Filme”. David Gilmour, crítico de cinema canadense, tem um filho (Jesse) que não queria ir para a escola, onde não aprendia nada e não lia nenhum livro. Relutante, concordou que o garoto não precisaria mais estudar e poderia acordar quando quisesse, mas com uma condição: deveria ver e debater com ele todos os dias pelo menos um filme. As obras permitiram que Jesse não apenas sofisticasse sua visão do mundo mas também se interessasse em aprender. Perguntei a Gilmour, na semana passada, como estava seu filho: “Está feliz.
Voltou a estudar e, além de chef de cozinha, escreve roteiros para cinema”. Pela repercussão do livro em várias países, Gilmour percebeu que a dificuldade de alunos brilhantes com suas escolas é um problema mundial. Coloquei em meu site (www.dimenstein.com.br) trechos do livro. É o melhor livro para introdução ao cinema que já li -e um notável plano de aula sobre como se usa a arte para enriquecer o aprendizado”.

Gilberto Dimenstein, na Folha de São Paulo

Os Trolls estão destruindo as redes sociais?

Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails, decidiu excluir perfis que mantinha em diversas redes sociais, como o Twitter. Segundo ele, há problemas de falta de privacidade. Ademais, ele acredita que, nos sites de relacionamento, “os idiotas mandam”.

Não é o único a optar por esse caminho. Por motivos distintos, a escritora Stephenie Meyer abandonou sua página no MySpace. Ela não conseguia mais dialogar com tantas pessoas.

O blog Readwriteweb trouxe um texto sobre o assunto. Pergunta: os trolls - alguém que busca provocar outras pessoas, numa espécie de Cyberbullyingestão destruindo as redes sociais?

Uma das soluções seria coibir o anonimato na rede. Pessoas que não se identificam estariam mais propensas a escrever comentários polêmicos.

No ano passado, o blog Infosfera publicou dez sugestões de como lidar com trolls. Discordo do último ponto.

§ 1 – Não alimente o Troll! O comportamento de um Troll é cíclico. Se você resolver responder de volta, poderá encorajar as respostas desaforadas e provocadoras do sujeito. O alimento do Troll são as suas reações. Com pouco combustível, a apurrinhação acaba.

§ 2 – Não demonstre sua fragilidade. Se responder, tome cuidado para não se mostrar atingido pelos ataques. Isso também alimentaria o Troll.

§ 3 – Modere os comentários. Trolls existem, mas podem ser silenciados. Então, você tem a opção de não publicar os comentários dessa espécie.

§ 4 – Monitore a atividade do Troll. Preste atenção aos comentários, nome de usuário e e-mail do seu Troll. Eles podem ser necessários caso a coisa fique feia.

§ 5 – Penalize Trolls agressivos. Como último recurso, fora da diplomacia, você pode bloquear os Trolls mais insistentes e incomodativos.

§ 6 –  Anti-regra: dê uma sova no Troll. Trolls muitas vezes deixam na reta, como se diz, ou seja, fazem comentários refutáveis. Se você tiver condições de dar a volta por cima e quiser fazê-lo, pode ser uma boa. Mas você pode queimar um importante leitor.

§ 7 – Trolls também lhe conhecem. Muitas vezes a mensagem do Troll começa por “Vamos ver se você publica essa”. É, o Troll está lhe desafiando! Vale a pena publicar? Depende. Ele tem alguma razão no que diz? Se sim, e se você estiver errado, dê o mouse a torcer e publique.

§ 8 – Não se converta em um Troll. Caso você publique o comentário de um Troll, lembre-se, ele é o monstrengo, e não você. Não queime seu filme com o seu público. Trate dos assuntos com cordialidade, ou ao menos sem insultos.

§ 9 – Tente domesticar seu Troll. Não antagonize seus internautas. Será que dá pra entrar em contato por e-mail com o seu “amiguinho”? Quem sabe num outro ambiente ele se converta numa criatura mais dócil.

§ 10 – Lembre-se: Trolls também são audiência. Antes de decidir punir seus Trolls, lembre-se, eles também são audiência. Se você está gerando discussão, e as pessoas estão comentando (pelo bem ou pelo mal), é sinal de que estão lendo seu site/blog/fórum. Você não quer perder audiência, quer?

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Trabalho criativo [TED Talks]

Palestra de Elizabeth Gilbert, autora do bestseller Comer, Rezar, Amar, na TED Talks. A escritora fala sobre processo criativo, genialidade, o mito do sofrimento e da atividade criativa etc.

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Por que somos felizes [vídeo]

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Dan Gilbert, autor de Stumbling on Happiness (Tropeços na Felicidade), contesta a ideia de que seremos tristes se  não obtivermos aquilo que queremos. Isso porque podemos nos sentir realmente felizes, mesmo quando as coisas não saem como planejado. TED Talks desse ano. Em inglês.