Cloud Next 2026: Google apresenta agentes digitais e amplia infraestrutura de IA

O Google anunciou sua nova fase da inteligência artificial durante o Google Cloud Next 2026. Na ocasião, o Gemini Enterprise foi apresentado como uma plataforma voltada à criação e gestão de agentes digitais. A proposta muda o foco de sistemas que apenas respondem comandos para estruturas capazes de executar tarefas, como analisar estoques, coordenar campanhas e monitorar riscos em cadeias de suprimentos com base em dados integrados.

A empresa também atualizou sua base tecnológica. Entre os anúncios estão a oitava geração das TPUs, desenvolvida para treinar modelos mais avançados, e o Google Axion, processador baseado em arquitetura ARM que busca ampliar desempenho com menor consumo de energia. Na prática, o Google Workspace passou a incorporar recursos que conectam diferentes fontes de informação, permitindo localizar arquivos e resumir reuniões diretamente nas ferramentas de comunicação.

Com esse conjunto, o Google sinaliza uma estratégia centrada em integração e flexibilidade, oferecendo às empresas a possibilidade de combinar modelos, infraestrutura e aplicações conforme suas necessidades operacionais.

Quando a inteligência artificial encontra o mundo físico

A Apple anunciou John Ternus como novo CEO. Para Pedro Doria, isso sinaliza uma mudança estratégica: a migração da IA do software para o hardware. Na visão da empresa, a IA tende a se tornar uma utilidade básica. O valor passaria à integração em objetos físicos.
Entre os produtos em desenvolvimento estão óculos inteligentes com câmeras e orientações por voz, além de fones de ouvido com sensores visuais e acessórios vestíveis, como pingentes, que atuam como olhos e ouvidos do sistema.

Google lança app de ditado com IA que funciona sem internet

O Google lançou um aplicativo de ditado por voz com inteligência artificial que funciona mesmo sem internet. Chamado de “Google AI Edge Eloquent”, o app chegou ao iOS e usa modelos locais para transformar fala em texto em tempo real, sem depender da nuvem.

A proposta vai além da transcrição básica. Após gravar, o sistema remove pausas e vícios de linguagem, como como pausas e hesitações, e entrega um texto já revisado. Também permite ajustar o conteúdo em diferentes formatos, como versões mais curtas, formais ou com os principais pontos destacados, além de gerar estatísticas de uso, como velocidade de fala e número de palavras.

O app pode operar totalmente offline, mas oferece um modo opcional com processamento em nuvem para refinar ainda mais o texto. Outro recurso é a personalização do vocabulário, com importação de termos do Gmail ou inclusão manual de palavras frequentes, o que melhora a precisão.

OpenAI propõe taxação da automação, semana de 32h e proteções sociais para era da IA

A OpenAI publicou nesta segunda-feira uma proposta de política industrial para a era da inteligência artificial, defendendo a transição para a “superinteligência” sob supervisão democrática.

O plano inclui taxar o trabalho automatizado para sustentar programas sociais, criar um fundo público que distribua parte dos ganhos da IA à população e testar semanas de 32 horas sem redução salarial. O documento também prevê gatilhos automáticos para ampliar seguro-desemprego e compensações quando houver substituição de empregos.

No campo da infraestrutura, o texto defende que centros de dados arquem com os próprios custos de energia para evitar subsídios domésticos. A estratégia também prevê auditorias rigorosas para modelos de alto risco, visando mitigar ameaças cibernéticas e biológicas.