O valor das conexões

Depende muito do objetivo da pessoa ou da marca. Mas, no geral, eu diria que uma marca precisa saber que não é e nunca vai ser uma pessoa, que ela é uma marca, e que é melhor ela ser honesta quanto a ser uma marca e descobrir a sua voz de marca nas redes sociais do que fingir que é uma pessoa. As redes sociais são lugares de trocas, simbólicas ou concretas, e é bom que a marca tenha o que trocar, que ela não finja que seus valores simbólicos são concretos e vice-versa.

Gustavo Mini explica como as marcas podem ser bem-sucedidas online.

Vale também conferir o texto dele sobre o (ex?)publicitário Alex Bogusky, um dos grandes nomes mundiais do setor. Em pauta, virais, marketing de guerrilha, novos formatos de agências publicitárias…

Não dirija com sono

“Sleepiness is stronger than you. ThaiHealth. Don’t Drive Sleepy Project.”

Ótima propaganda criada pela agência BBDO. É contundente, mas não mostra cenas fortes.

Falando nisso. Vale a pena ler a entrevista que a Trip fez com Roberto Da Matta. O antropólogo está lançando o livro em Deus e pé na tábua. Nele, analisa os hábitos de nossos motoristas.

Uma proposta de release para as novas mídias

Continuando a série de textos sobre presença digital. Agora, falarei especificamente sobre textos de divulgação. Nos EUA, esse tipo de material é chamado de Social Media Press Release (SMPR), Social Media News Release e Social News Release.

Como mantenho blogs há um bom tempo, recebo com frequencia material de divulgação por e-mail. Embora o meio utilizado seja “digital”, o conceito e conteúdo da mensagem muitas vezes são analógicos.

Não é necessário abolir o que veio antes. Na verdade, algumas regras são bem-vindas: matéria escrita atentando para a pirâmide invertida (o mais importante aparece no topo do texto; em seguida, surgem os dados menos relevantes), lide (lead) que responde questionamentos básicos pertinentes ao que está abordando (“O quê?”, “Quem?”, “Quando?”, “Onde?”, “Como?” e/ou “Por quê?”), utilizar recursos para destacar trechos (negrito; nunca sublinhe, pode ser confundido com link)… São boas premissas, mas precisa-se ir além, criar algo realmente adaptado para as novas mídias.

Eis algumas dicas:

  • Use bullet points, como essa lista;
  • Alinhe o texto à esquerda. É desagradável ler textos no formato “bloco” (formatação justificada);
  • O material não deve ser extenso. Por isso, crie intertítulos, divida o texto em partes menores;
  • Para conquistar a audiência, use títulos curtos (se quiser, pode se alongar um pouco mais no subtítulo);
  • Escreva pensando no SEO (Search Engine Optimization), técnicas que ajudam a conquistar posições de destaque nos sites de busca, como usar palavras-chaves no título do texto, nos parágrafos iniciais etc. Afinal, se esse texto tem como destino a web, é bom concebê-lo de forma amigável aos buscadores;
  • Saiba o que é importante para sua audiência. Se estiver dialogando com um nicho específico, investigue o que atrai a atenção dessa comunidade;
  • Uma linguagem menos formal pode ser indicada. Por outro lado, não se deve utilizar jargões, termos técnicos ou mesmo citar as redes sociais mais recentes como se fossem de conhecimento público. Se for necessário usá-los, explique;
  • Um texto criado para a internet que não traz links? Já errou no básico. Crie releases mais trabalhos, multimídia. Pode linkar para um vídeo institucional curto, arquivos de áudio, fotos, mapas… Ou um infográfico, que está em moda atualmente. Eles realizam o sonho das assessorais de imprensa: o assunto é publicado do jeito que foi concebido. Tudo isso, é claro, tem de ser embedded (possibilidade de publicação em sites de terceiros);
  • Nos últimos parágrafos, explique sobre a trajetória da empresa ou do produto. Coloque links sobre matérias correlatas.

Volto ao tema em outros textos.

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Você possui estratégia de presença digital?

Por vezes, recebo material de divulgação e penso como muitos assessores de comunicação ainda pensam as novas mídias de forma analógica. Trocam o fax pelo e-mail, mas a abordagem é a mesma. Por isso, não aposente apenas o fax, mas todo o conceito que o acompanha.

Como trabalho na área, inicio uma série de textos sobre o assunto. Mais do que apontar, o post é um convite para a reflexão. Fique à vontade para dar seu pitaco.

Uma das bobagens ditas sobre comunicação digital é que seria mais simples de fazer. Não é bem assim. Está dialogando com vários públicos, nas mais diversas plataformas. Por isso, se quiser ir além do marketing de relacionamento, estratégia bastante comum nas mídias sociais, precisará de um bom planejamento.

Então, estude o caso. É difícil empurrar soluções prontas sem pensar numa estratégia customizada, pensada especificamente para atender as necessidades do cliente.

Faça perguntas. Muitas. Quais são os objetivos da sua presença digital? É venda, ganhos de imagem, gerar conversação? Trata-se de uma campanha para divulgar um produto específico? É um lançamento?

Aliás, você conhece seu público? Como dialoga com ele? Vai falar com todos, ou escolher alguns formadores de opinião (donos de comunidades em sites de relacionamento, perfis influentes no Twitter etc.)? Pensou apenas nos seus interesses, ou buscou criar vínculos com o público? Há ferramentas para dar continuidade à conversa?

Depois, passa-se para a elaboração do plano de ação. E novas perguntas surgem. O projeto é amplo, multimídia, envolve várias plataformas (internet, mobile etc.), redes sociais etc.? Os diversos meios dialogam entre si, há sinergia entre os projetos?

Em relação à web 2.0, você vai atirar para todo lado ou centrar as ações em sites específicos? Vai usar os serviços mais badalados, como Facebook e Twitter, ou vai encontrar projetos de nicho (redes sociais no Ning, comunicades no Orkut)? Vai agir com prepotência, esquecendo o site de relacionamento mais popular do país, ou vai procurar formas eficientes de usá-lo? Vai seguir poucas pessoas no Twitter?

Para cada resposta, novas ramificações surgem. Vai criar um novo serviço ou quer influenciar a conversa em plataformas já existentes (como o Twitter)? É um trabalho de utilidade pública (um site que oferece algum serviço) ou será um projeto de entretenimento? Há plataformas interativas?

Em relação a campanhas, que táticas serão utilizadas para propagar a mensagem que deseja? Utilizará apenas distribuição de prêmios? Se sim, como as pessoas participarão? Acima de tudo, como transformar isso em ganhos duradouros também para o anunciante?

Como monitorará o que é dito sobre você, seus concorrentes, suas áreas de interesse? Já pensou na estratégia de contingenciamento de crises? Como vai lidar com os problemas que podem surgir? Como lidar com os comentários negativos?

Isso é tudo? Há mais. Quais métricas serão utilizadas para aferir o sucesso da campanha? Aumento de vendas, crescimento da audiência de sites, ampliação do número de seguidores no Twitter ou da fan page no Facebook, número de visualizações de vídeos?

Volto ao tema em outros textos.
Esse post faz parte de um novo projeto que vou lançar. Aguarde. :)

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