Instant Articles

Vídeo

Belo vídeo de apresentação do Instant Articles. Os recursos impressionam, como evidencia o trabalho realizado pelo NY Times sobre a ginasta olímpica Laís Souza (com direito a versão em português).

Se alguns produtores de conteúdo estão ansiosos para também testar o recurso, outros questionam porque essas empresas optaram por esse caminho. O Nieman Journalism Lab indaga: foi uma jogada inteligente em sintonia com os atuais hábitos de consumo da informação ou uma rendição?

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Facebook, o entregador de jornais em tempo integral

A partir dessa quarta (13/05), o site Poynter indica que o New York Times pode passar a entregar textos completos dentro do próprio Facebook. O recurso, intitulado “Instant Articles”, também deve ser utilizado por outras publicações, como BuzzFeed e National Geographic.

Hospedar conteúdo na rede social trará ganhos de audiência e de receita, já que boa parte do valor dos anúncios cai direto na conta das publicações. O convite partiu do Facebook, essa intranet que abocanha toda a internet.

O caçador de cliques

Como descobrir o que vai se espalhar pela internet? Neetzan Zimmerman, o “Guru do Viral”, explica seu método. Inicialmente, o curador de conteúdo deve deixar de lado seus interesses pessoais.

Para identificar os futuros hits da internet, é preciso apostar nas histórias que podem gerar maior impacto emocional no público: “Qualquer coisa que possa capturar a imaginação de um grupo grande merece atenção… e eu não julgo”.

É só o começo. Os demais pontos listados por Zimmerman você encontra no YouPix.

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Pensar que seu conteúdo digital acontece só no seu site é um tremendo erro. Tem milhares de blogueiros que reclamam que suas fanpages no Facebook não tem alcance, mas o que estamos oferecendo pra quem nos acompanha nessa rede social? E no Twitter? Instagram? Tumblr? Pensar nessas plataformas como meros replicadores de um conteúdo centralizado em seu site é uma visão equivocada sobre o modo como as pessoas consomem conteúdo hoje em dia e de como a rede funciona.

[…] Com smartphones, 3G, banda larga, redes sociais, apps e navegadores, não temos mais um momento certo pra nos informar, outro pra nos entreter, outro pra socializar… tudo isso acontece ao mesmo tempo. Nossa vida agora rola em layers, em várias abas e camadas que se sobrepõe e ficam rodando no background ininterruptamente.

Bia Granja explica porque o YouPix escolheu o Medium como nova casa. Testo a plataforma desde o começo do ano. É promissor.

Melhores ferramentas digitais para jornalistas

Seleção bacana do Mediashift. O blog repassa ferramentas digitais que podem ser adotadas no jornalismo. É uma lista interessante.

RebelMouse é um agregador de informações publicadas nas mídias sociais. Proposta similar ao Geofeedia. Esse, todavia, foca no conteúdo gerado em determinada localidade. Há também o buscador Storyful Multisearch, que explora o que circula na web 2.0, e o Topsy, focado apenas no Twitter.

Boa parte das dicas surge para auxiliar o trabalho jornalístico, facilitando a curadoria de conteúdo, principalmente do que fui publicado nos sites mais visados. É uma movimentação natural. Grande parte da conversação ocorre nesses espaços.

Todavia, pode ser uma estratégia limitante. Muitas vezes, é difícil diferenciar fanpages de empresas jornalísticas no Facebook. Os recursos, a linguagem… São bastante similares, o que muitas vezes decorre das próprias restrições da ferramenta. Na prática, limitam-se em entrar no fluxo de interação. O que se busca é trazer temas de conversas para a mesa de bar.

Para criar uma identidade própria, é necessário sair da zona de conforto. A solução pode apontar para novos destinos, criar projetos que exploram propostas distintas. Feliz 2014!