Cultura antiautoridade, antiespecialista & antisaber

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A cultura antiautoridade, que se torna hegemônica nos anos 60 e ganha na internet sua plataforma perfeita –por ser acessível, interativa e horizontal–, é responsável por alguns dos maiores avanços do Ocidente, dos quais os direitos civis são o caso mais visível.

Por outro lado, ela facilmente se transforma numa cultura antiespecialista. Que vem a ser uma cultura antisaber. É outra característica ambígua da democracia: por ser um regime de maiorias, suas manifestações e demandas são as do pensamento médio, ou seja, leigo. Quando não obscurantista: […] basear todas as decisões em plebiscitos resultaria –para começar– em criacionismo nas escolas.

É para proteger minorias, planejamento estratégico e demandas complexas que existem as instâncias intermediárias, idealmente baseadas no acúmulo de conhecimento científico, histórico e social. O representante típico delas tem tido pouca voz: com seu tom de bom aluno, suas planilhas áridas, sua racionalidade sem carisma, ele está perdendo a batalha –por cansaço ou intimidação– para a militância numerosa, barulhenta e apaixonada.

[…] Técnica sem política é o caminho para o elitismo autoritário. Política sem técnica é um convite à bagunça paralisante.

“Múltiplas conexões virtuais”

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Aprendemos desde cedo valores que não nos orientam para um ser e estar num tempo de nada fazer. Tampouco nos falam sobre a importância do descanso, da tranquilidade e a necessidade de manter uma ocupação suave e prazerosa em todas as fases da vida.

Daí, torna-se normal e quase previsível seguirmos pela vida afora numa queda de braço contra o tempo, sempre focados no trabalho, na aquisição de bens e de nos mantermos ´presentes´ no mundo por meio das múltiplas conexões virtuais.

“todos os filmes são políticos”

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As soluções devem partir dos economistas e das pessoas em quem votamos. Um cineasta apenas faz as perguntas certas. Nem todo político é corrupto, ainda que eles costumem ter uma debilidade que resulta de pensar apenas em ser eleitos.”

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“[…] todos os filmes são políticos. Não há nada mais político do que um filme de super-herói, com um carro potente e salvando mocinhas indefesas. O impacto que o cinema de puro entretenimento exerce sobre as gerações é incalculável. Faço filmes sobre o que me inquieta. E só.’

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“Políticos têm carreiras, cineastas têm paixões. É a dúvida que move um diretor, a vontade de dividir os dilemas que ele carrega sozinho. E sempre haverá uma história a ser contada. Tenho 80 anos e não consigo imaginar minha vida sem fazer filmes.

Abertura

Vídeo

Bela homenagem aos momentos iniciais dos filmes. Grande parte das películas abre com uma burocrática listagem da equipe técnica. Felizmente, alguns títulos vão além.

Em outros, a introdução é uma promessa que a obra não sustenta. O melhor da experiência cinematográfica surge nos créditos iniciais. E não avança.

Sonhos realizados

Encantador esse projeto Surrealistic Pillow, de Ronen Goldman. Nele, o fotógrafo revive as ideias que encontra quando dorme.

Nos últimos seis anos, venho recriando meus sonhos através de fotos. Cada imagem leva semanas e até meses de preparação. Anoto os elementos principais, faço o planejamento de registro e a pós-produção.

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