Aos 50 anos, Apple tenta evoluir sem perder o DNA de Jobs

A Apple completa 50 anos mantendo os princípios estabelecidos por Steve Jobs como o DNA central de sua cultura. Em entrevista recente, o CEO Tim Cook afirmou que o maior legado de Jobs não foi um produto específico, e sim a própria empresa e o modo como ela toma decisões.

Esse modelo parte de uma ideia simples: qualidade comum não é suficiente. Por isso, a Apple costuma dizer “não” a milhares de propostas para concentrar recursos em poucos projetos considerados essenciais.

Outro pilar é o confronto de ideias entre especialistas de diferentes áreas. Cook descreve esse processo como um “tambor de rochas”, em que o atrito entre perspectivas ajuda a lapidar as soluções. A lógica é que o debate produz resultados melhores do que o trabalho isolado.

Ao mesmo tempo, a empresa passou a incorporar novos temas que não estavam no centro da estratégia décadas atrás, como privacidade digital, sustentabilidade e acessibilidade. A direção afirma que a meta é atualizar prioridades sem abandonar o núcleo da cultura criado por Jobs. Manter esse equilíbrio entre continuidade e adaptação é parte do motivo pelo qual o modelo da Apple é difícil de reproduzir fora da empresa.

Maior que Hollywood?

Os desenvolvedores de aplicativos para a App Store lucram mais do que a indústria cinematográfica arrecada com bilheteria nos cinemas norte-americanos. Os dados foram levantados pela consultoria Asymco. Em 2014, a Apple pagou a desenvolvedores US$ 10 bilhões, o que ultrapassa a bilheteria doméstica de Hollywood.

O total repassado aos desenvolvedores, desde o lançamento da App Store, em 2008, soma 25 bilhões. Apenas nos EUA, estima-se que foram gerados mais de 627 mil empregos. O impacto, é claro, vai além dos EUA: a App Store alcança 155 países.

Como reforça a Asymco, trata-se de uma visão específica. A bilheteria não é a única fonte de renda de Hollywood. Por outro lado, a App Store é apenas uma das lojas do ecossistema de aplicativos. Somada aos valores da Google Play…