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Sobre Cadé Conteúdo

Laboratório editorial dedicado a explorar tendências, lançamentos e processos criativos da cultura contemporânea. A partir de pesquisa e experimentação narrativa, crio identidades editoriais, estratégias de conteúdo, sites e newsletters para marcas, artistas e projetos culturais que desejam construir presença digital consistente.

O novo NYTimes.com

Acima, vídeo apresenta a nova cara da versão online do jornal New York Times. Em matéria de webdesign, branco é pretinho básico. A cor domina, mas não é o único modelo. O novo Yahoo Tech -agora liderado pelo ex-colaborador de tecnologia do NY Times, David Pogue- investe numa página de abertura formada por “tijolos”, bem ao estilo Windows Phone 8. Ao clicar nas opções, eis a matéria completa. Aí os dois projetos se encontram. Ambos apresentam fundo em tom claro. Discreto, está ali apenas para ressaltar o conteúdo, que surge no centro da página.

Para além da paleta de cores, o NY Times fez uma reforma geral: inclui até mesmo a criação de novos espaços publicitários. Para divulgar a mudança, o periódico investe nos bastidores. Entrega, por exemplo, aspectos técnicos do projeto.

A concorrência observa atentamente. Slate e Fast Company são alguns dos veículos que analisaram o novo layout. Para a CNN, o redesign do NYTimes.com aponta o futuro da publicação online.

Jornalismo mobile

Cobrir um evento tecnológico sem a utlização de câmeras DSLRS, laptops ou iPads. Na mão, apenas o celular. De texto a fotografias, tudo deve ser feito a partir do aparelho móvel. Essa é a proposta da Wired para a CES 2014, maior feira de traquitanas eletrônicas. Cada integrante da equipe circulará com um modelo diferente: iPhone 5S; Nokia Lumia 1020, Moto X e Blackberry Z30. O desafio começou hoje.

Os “gêneros personalizados” da Netflix

O trabalho concluiu que a Netflix vem meticulosamente analisando ​​todos os filmes e programa de TV que se possa imaginar. Eles possuem um estoque de dados sobre entretenimento que é absolutamente sem precedentes.

Matéria da Atlantic desvenda os inúmeros gêneros temáticos específicos lançados pela Netflix. Ao todo, 76.897. Confira alguns no final do post. O material é tão inusitado que a Atlantic entregou ao público uma ferramenta de criação de micro-gêneros.

São descrições longas, elaboradas pelo algoritmo do Netflix a partir de metadados levantados inicialmente por uma equipe. Internamente, tais definições são caracterizadas como altgenres. Resultado: montaram um banco de dados de predileções cinematográficas.

Netflix: altgenres

  • Spy Action & Adventure from the 1930s
  • Cult Evil Kid Horror Movies
  • Visually-striking Foreign Nostalgic Dramas
  • Gritty Discovery Channel Reality TV
  • Mind-bending Cult Horror Movies from the 1980s
  • Gritty Suspenseful Revenge Westerns
  • Violent Suspenseful Action & Adventure from the 1980s
  • Time Travel Movies starring William Hartnell
  • Evil Kid Horror Movies
  • British set in Europe Sci-Fi & Fantasy from the 1960s
  • Critically-acclaimed Emotional Underdog Movies

Fotografia digital

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Para [Nick] Knight, a revolução democratizante propiciada pelas câmeras de celular é tão radical quanto a ocorrida nos anos 1960, quando o britânico David Bailey, ícone da fotografia, largou o tripé e começou a trabalhar com uma câmera de mão.

“Isso deu liberdade a ele e mudou o que a fotografia era, artisticamente. O mesmo vale para mim e o iPhone.”

Mas e quanto à lente do aparelho? “É absurdo que as pessoas pensem que todas as fotos têm de ter alta resolução. O que importa, em termos artísticos, é se a imagem funciona. A maquinaria com a qual se cria arte é irrelevante”, afirma o fotógrafo.

“A experiência fora do alcance do relato”

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Para um cronista de meio século atrás, digamos, o maior temor era a falta de assunto. Hoje é o contrário. […] Não que o mundo seja mais movimentado hoje. O que aumentou foram os veículos para que corram versões dos fatos. O modernismo errou ao decretar a morte da narrativa. Idem quem segue falando da morte da ficção. Pois o que mais há agora são narrativas ficcionais: o tipo de relato sobre nós mesmos, mediado pela idealização –tudo falso, portanto– que fazemos de nossa inteligência, cultura, humor e experiência social.

[…] Seria um bom final para este longo 2013: um pouco de vazio e tédio em vez do fetiche do registro e do movimento. Uma paisagem à beira da praia sem o filtro de um aplicativo. Nenhuma hashtag comentando o desempenho sexual de ninguém. A experiência fora do alcance do relato, a vida que não precisa ser classificada e explicada nos limites –sempre mais estreitos– da linguagem.

FestAruanda 2013

Vídeo

Hoje chega ao fim o FestAruanda 2013. Foi bacana participar mais uma vez da seleção dos curtas. Muitos filmes não podem ser assistidos online. São produções recentes, ainda em circulação nos festivais (não raro, tais eventos pedem ineditismo em relação a outras plataformas).

Todavia… Como no ano passado não rolou festival, decidimos resgatar alguns títulos de safras anteriores. Dique (vídeo acima) e Linear são ótimos exemplos. Ambos disponíveis na rede.

O desafio de estar presente

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Muitas vezes a necessidade de estar em companhia decorre de precisarmos de alguém para afirmar nossa identidade. Damos mais importância ao que o outro vai dizer do que àquilo que nós mesmos pensamos. A pessoa coloca um post no Facebook ou uma foto no Instagram e fica na expectativa de quantos vão gostar e fazer comentários. O que é isso? Uma necessidade de reconhecimento. O problema com essas tecnologias é que a gente se conecta com o mundo e se desconecta de nós mesmos, porque a mente está sempre em busca da opinião do outro. Isso aumenta a dificuldade de estar presente, no momento presente, no lugar onde eu estou.

[…] O importante não é estar sozinho ou com alguém. Quando conseguimos ficar em equilíbrio com nós mesmos, estamos bem – não importa se estamos sós ou com companhia. Por isso, convido cada um a observar a si mesmo e perguntar: eu tenho dificuldade de ficar sozinho? Se sim, que tal dedicar um pouco de tempo para ficar só, sem medo? Estar sempre em companhia muitas vezes acaba sendo apenas uma forma de fugir de si mesmo.

Lama Michel Rinpoche, mestre budista da tradição tibetana. Um dos ouvidos do especial da Trip sobre ficar só.