conteúdo sem fim

Um número crescente de sites jornalísticos vem se distanciando do conceito de páginas finitas, optando pelo fluxo constante de conteúdo. A página web, em grande parte uma ressaca da mídia impressa, de repente parece ultrapassada e arcaica no universo digital. Para uma geração colada ao Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat, na maioria das vezes através de celulares, esse conceito de página é tão anacrônico quanto um telefone residencial. Os editores estão correndo para alcançar essa mudança de hábitos digitais, e uma das maiores mudanças é investir no stream contínuo.
[…] A ascensão de dispositivos com telas sensíveis ao toque influenciou essa tendência. É mais fácil para os usuários seguir o fluxo do conteúdo do que tocar e esperar por seu carregamento.

Menos cliques, mais conteúdo no mesmo espaço. Boas reflexões no texto The Webpage is Dying.

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O novo NYTimes.com

Acima, vídeo apresenta a nova cara da versão online do jornal New York Times. Em matéria de webdesign, branco é pretinho básico. A cor domina, mas não é o único modelo. O novo Yahoo Tech -agora liderado pelo ex-colaborador de tecnologia do NY Times, David Pogue- investe numa página de abertura formada por “tijolos”, bem ao estilo Windows Phone 8. Ao clicar nas opções, eis a matéria completa. Aí os dois projetos se encontram. Ambos apresentam fundo em tom claro. Discreto, está ali apenas para ressaltar o conteúdo, que surge no centro da página.

Para além da paleta de cores, o NY Times fez uma reforma geral: inclui até mesmo a criação de novos espaços publicitários. Para divulgar a mudança, o periódico investe nos bastidores. Entrega, por exemplo, aspectos técnicos do projeto.

A concorrência observa atentamente. Slate e Fast Company são alguns dos veículos que analisaram o novo layout. Para a CNN, o redesign do NYTimes.com aponta o futuro da publicação online.

Furo de reportagem

Nota

The way to break a big story used to be simple. Get the biggest outlet you can to take an interest in what you have to say, deliver the goods and then cross your fingers in hopes that they play it large.

That’s now over. Whether it’s dodgy video that purports to show a public official smoking crack or a huge advance in the public understanding of how our government watches us, news no longer needs the permission of traditional gatekeepers to break through. Scoops can now come from all corners of the media map and find an audience just by virtue of what they reveal.

David Carr, colunista do NY Times.

Lista de aplicativos do iPad

O iPad já estreou com grande quantidade de aplicativos, pois usa o mesmo sistema operacional do iPhone/iPod Touch.

Nem todos os apps se adaptam plenamente à tela maior. Por isso, vale conferir as melhores criações desenvolvidas exclusivamente para o tablet. É curioso observar a lista elaborada pelo site App Advice, que, no lançamento do produto, seleciou os 100 melhores aplicativos do iPad.

Com o tempo, as opções aumentaram. E muito. Para se manter atualizado, o blog Lifehacker cria uma lista, anualmente, do que você não pode perder.

Outra opção é conferir o ranking dos apps mais baixados, pagos e gratuitos. O top 200 apps é atualizado de hora em hora. Além da lista geral, é possível passear por categorias específicas (livros, jogos, entretenimento…)

O usuário vai encontrar muitas sugestões gratuitas, mas é bom não descartar os ótimos apps pagos. Por isso, recomendo baixar o Appshopper, programa que monitora os preços da loja virtual da Apple. É só cadastrar o que deseja na wishlist que o Appshopper avisa das promoções.

Facebook: divulgação massiva e os melhores aplicativos do Facebook Connect

Nesse mês, o Brasil recebeu a visita do criador do Facebook, Mark Zuckerberg. O serviço ainda é pouco utilizado pelos brasileiros. Diante do número de matérias que saíram sobre o assunto, a visibilidade de Zuckerberg pode despertar o interesse do público brasileiro (que prefere largamente o Orkut).

Essa foi a trajetória trilhada pelo Twitter no Brasil. Nesse ano, depois de várias matérias e menções em programas populares sobre o serviço de mensagens curtas, houve uma explosão do uso da ferramenta por aí.

Não é o único fator responsável, mas colaborou para que a ferramenta fosse conhecida por quem não é early adopter das tendências online. O que prova, mais uma vez, que as mídias tradicionais tem força, tornando uma bobagem essa disputa entre os meios de comunicação consolidados e as novas mídias. Pensar em convergência, a interação entre os meios, é algo mais coerente.

Esqueça essa discussão sobre nova e velha mídia. O debate deveria ser sobre qual é o mais relevante. É definir o canal apropriado para servir de suporte para sua mensagem, levando-se em conta também sua audiência: se é público segmentado ou de massa (cada vez mais fragmentado), seus hábitos etc.

Não chega a ser algo novo, apenas a internet amplifica isso. Fala-se sobre a morte do CD, mas há quem compre vinil ainda hoje. Pode não ser mais um produto de massa, mas dialoga com um público segmentado engajado. Como defende Seth Godin, retomamos a noção de tribo. Com a internet, ela não tem mais limites geográficos.

Parceria

Além do trabalho de divulgação, outra razão da vinda de Zuckerberg ao Brasil foi criar parcerias. O portal Terra, por exemplo, topou.

O Facebook Connect permite integrar outros serviços à maior rede social do mundo, levando suas informações e contatos para sites parceiros. Exemplo: acessar o site da CNN com seu perfil do Facebook e interagir com a página sem que seja necessário criar um novo cadastrado no site de notícias.

Há inúmeros aplicativos compatíveis com o Facebook Connect. O blog Inside Facebook listou os 16 melhores, que permitem integração com blogs, fóruns, wikis etc.