“Tudo bem ser princesa […] Só achamos que as meninas também podem construir seus próprios castelos.”
Debbie Sterling, fundadora da GoldieBlox, resume o propósito da sua start-up: fabricar brinquedos para estimular garotas a se tornarem engenheiras.
“Tudo bem ser princesa […] Só achamos que as meninas também podem construir seus próprios castelos.”
Debbie Sterling, fundadora da GoldieBlox, resume o propósito da sua start-up: fabricar brinquedos para estimular garotas a se tornarem engenheiras.
Temos aceitado que certas instituições nos espiem, fotografem e nos gravem na rua, mas desconfiamos de nossos semelhantes. O simples olhar de um desconhecido por mais de dois segundos pode ser muito incômodo […] Essa desconfiança é o que nos leva a estar mais confortáveis dentro dos nossos carros.
A bela crônica de Antonio Prata virou curta. Trabalho da agência de publicidade África.
Quem tivera a força de quando éramos capazes de abrigar tanta utopia! No entanto, não olho para trás, porque o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para cobrar contas ou para reverberar memórias.
Me angustia, e como, o amanhã que não verei, e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma humanidade melhor, mas talvez, hoje, a primeira tarefa seja cuidar da vida.
“A internet é libertária, democrática, mas também faz você entregar sua privacidade e se relacionar com corporações como se fossem Deus ou a natureza. Elas dizem: “Você não precisa pagar nada”. E você se entrega acriticamente, porque a ideia de não fazer esforço é sedutora.
E há o narcisismo, a exposição no Facebook, que pega um ponto central. É perverso, a conquista vai em pontos frágeis da psique, você se sente uma celebridade. Do ponto de vista político, você acha que está usando, mas está sendo usado. O livro expressa esse desconforto.”***
“Talvez [a internet] tenha acirrado algo que sempre existiu em potencial. Você não tem privacidade, mas pode ter anonimato, o que permite uma manifestação de imbecilidade sob a proteção do anonimato.
Estava incomodado com isso e pensei nesse narrador que representa o ódio absoluto, o anonimato da internet.”
Bernardo Carvalho, em entrevista à Folha. O autor comenta temas correlatos ao seu novo romance, “Reprodução”.
O assunto também é abordado em outro título, “Viral Hate: Containing its Spread on the Internet” (“Ódio Viral: Contendo sua Dispersão na Internet”). Nele, Abraham Foxman e Christopher Wolf questionam se, em nome da liberdade de expressão, estamos propiciando o discurso do ódio.
Uma reportagem especial sobre fanzines.
Nesse mundo, o ter é mais importante do que o ser apenas porque, à diferença do ser, o ter pode ser mostrado facilmente. É simples mostrar o brilho de roupas e bugiganga aos olhos dos invejosos. Complicado seria lhes mostrar vestígios de vida interior e pedir que nos invejem por isso.
O Facebook é o instrumento perfeito para um mundo em que a inveja é um regulador social. Nele, quase todos mentem, mas circula uma verdade de nossa cultura: o valor social de cada um se confunde com a inveja que ele consegue suscitar.
Em Her, Joaquin Phoenix se apaixona por seu computador (dublado por Scarlett Johansson). A nova produção de Spike Jonze é uma mistura do delicado A Garota Ideal (2007) com o tenso episódio Be Right Back, da soberba série Black Mirror.
Um pai eternizou o primeiro ano do seu filme criando um belo vídeo no qual cada segundo representa um dia. Difícil não acompanhar os passos do bebê.
Acho interessante falar de coisas que não são sublimes, grandiosas, como uma maçaneta. Acho que os poemas de amor estão nas maçanetas, disfarçados