As ideologias da inteligência artificial

O advogado e pesquisador Ronaldo Lemos elaborou um artigo que sintetiza as diversas visões que guiam o desenvolvimento da inteligência artificial.

O texto aborda o ‘Tescreal’ (pronuncia-se tésque-real). Concebido pelo filósofo Émile Torres e pela cientista Timnit Gebru, o acrônimo se refere a:

  • Transumanismo (criação de seres superiores, os “pós-humanos”); 
  • Extropianismo (padronização de valores); 
  • Singularitarianismo (elaboração de uma inteligência superior e externa à humanidade); 
  • Cosmismo (nossa mente seria capaz de habitar mundos virtuais); 
  • Racionalismo (supressão de deficiências morais a partir de cálculos absolutos); 
  • Efetivo altruísmo (enriqueça sem limites para investir nas causas que você defende);
  • Longoprazismo (multiplicação dos seres humanos a partir da ocupação de vários planetas).

Imagem via Flickr

Inteligência artificial generativa: Aliada da criatividade individual, mas ameaça à diversidade?

A Inteligência Artificial (IA) pode ser uma ferramenta eficaz para indivíduos com menor capacidade criativa, mas seu uso deve ser feito com cautela para evitar a diminuição da criatividade global. Esta conclusão foi apresentada em um estudo recente realizado por Anil Doshi e Oliver Hauser, pesquisadores da University College London e da University of Exeter, respectivamente. 

Os participantes deveriam escrever textos curtos, que seriam julgados por terceiros. Os avaliadores não sabiam quais textos foram elaborados de forma sintética. 

A pesquisa mostrou que a IA é particularmente benéfica para aqueles com menor pontuação em criatividade, ajudando-os a produzir textos mais originais. Os participantes que utilizaram a IA para gerar ideias para suas histórias receberam notas mais altas nos três aspectos avaliativos (novidade, utilidade e prazer emocional) em comparação ao material criado por eles de forma independente.

Por outro lado, o uso generalizado da IA dentro de uma equipe pode reduzir a diversidade e a originalidade das produções, resultando em textos mais uniformes. A pesquisa indicou que quando todos os membros de uma equipe utilizam a IA para gerar ideias, a criatividade coletiva tende a diminuir.

Além disso, o estudo revelou que a IA pode impactar negativamente indivíduos já altamente criativos. Para aqueles com alta pontuação em originalidade, a utilização da IA para gerar ideias não trouxe benefícios. Em alguns casos, resultou em avaliações mais baixas do que as obtidas quando eles escreveram sem assistência.

No topo do post, uma imagem gerada por inteligência artificial generativa. Via Flickr

Habilidades que a inteligência artificial (ainda) não consegue substituir

O desenvolvimento da inteligência  artificial generativa tem despertado alumbramentos decorrentes das soluções – ágeis e assertivas – que esse recurso apresenta. Mas essa tecnologia também causa apreensão devido à perspectiva de empregos serem substituídos pelo cérebro eletrônico.

Martin Ford, autor do livro Rule of the Robots: How Artificial Intelligence Will Transform Everything (“A regra dos robôs: como a inteligência artificial irá transformar tudo”), explica que três áreas têm menor probabilidade de serem substituídas pela inteligência artificial

  • Empregos criativos. Porém, nem todos os trabalhadores da economia criativa estão protegidos. Atualmente, a IA já consegue conceber criações visuais. Nesse ponto, o autor se refere a atividades voltadas para a elaboração de novos caminhos na ciência (medicina) ou que entregam soluções comerciais distintas;
  • Trabalhos que exigem relações interpessoais sofisticadas (como enfermeiros, consultores comerciais e jornalistas investigativos);
  • Atividades relacionadas à solução de problemas em ambientes imprevisíveis (eletricistas, encanadores, soldadores etc.)

Imagem via Flickr

conteúdo sem fim

Um número crescente de sites jornalísticos vem se distanciando do conceito de páginas finitas, optando pelo fluxo constante de conteúdo. A página web, em grande parte uma ressaca da mídia impressa, de repente parece ultrapassada e arcaica no universo digital. Para uma geração colada ao Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat, na maioria das vezes através de celulares, esse conceito de página é tão anacrônico quanto um telefone residencial. Os editores estão correndo para alcançar essa mudança de hábitos digitais, e uma das maiores mudanças é investir no stream contínuo.
[…] A ascensão de dispositivos com telas sensíveis ao toque influenciou essa tendência. É mais fácil para os usuários seguir o fluxo do conteúdo do que tocar e esperar por seu carregamento.

Menos cliques, mais conteúdo no mesmo espaço. Boas reflexões no texto The Webpage is Dying.

O novo NYTimes.com

Acima, vídeo apresenta a nova cara da versão online do jornal New York Times. Em matéria de webdesign, branco é pretinho básico. A cor domina, mas não é o único modelo. O novo Yahoo Tech -agora liderado pelo ex-colaborador de tecnologia do NY Times, David Pogue- investe numa página de abertura formada por “tijolos”, bem ao estilo Windows Phone 8. Ao clicar nas opções, eis a matéria completa. Aí os dois projetos se encontram. Ambos apresentam fundo em tom claro. Discreto, está ali apenas para ressaltar o conteúdo, que surge no centro da página.

Para além da paleta de cores, o NY Times fez uma reforma geral: inclui até mesmo a criação de novos espaços publicitários. Para divulgar a mudança, o periódico investe nos bastidores. Entrega, por exemplo, aspectos técnicos do projeto.

A concorrência observa atentamente. Slate e Fast Company são alguns dos veículos que analisaram o novo layout. Para a CNN, o redesign do NYTimes.com aponta o futuro da publicação online.

O novo Google Maps

Vídeo

O Mashable passeou pela nova versão do serviço de geolocalização do Google. Em texto, eles também exploram os novos caminhos do serviço. O Google Maps ressurge mais interativo. Agora, é possível encontrar boas dicas para explorar as redondezas.

Chegou atrasado. O waze, aplicativo para celulares que circula há algum tempo, já havia apontado o caminho. Trata-se de uma opção mais interessante para se orientar no trânsito: os usuários apontam congestionamentos, colisões entre carros, dentre outros problemas.

Com o intercâmbio entre os usuários, as rotas surgem mais interessantes no waze. O Google Maps centra sua força no cérebro eletrônico: o algoritmo dita as regras. Ou seja, o waze, ao apostar na força do coletivo, alimenta um mapa dinâmico, algo importante para se guiar nos mutantes centros urbanos.

Watchmen: a diferença do final do filme em relação à HQ (Spoiler)

Muito se falou sobre a modificação no final de Watchmen. No cinema, houve uma mudança significativa em relação à HQ. Perguntei a meu amigo especialista no assunto, Audaci Jr., sobre as alterações realizadas. Veja abaixo:

Na HQ, Ozymandias prepara um plano extremamente elaborado ao longo da história (sem revelá-lo como autor) que envolve uma ilha (no qual o Comediante fala o que viu nela quando está com o Moloch, seu arqui-inimigo) e muitos cientistas, físicos, ufólogos, artistas plásticos, poetas etc. (todos “desaparecidos” no desenrolar do quadrinho, vistos ou em cantos de jornal ou comentados em uma conversa e outra, ou na TV de relance, e por aí vai)… Você pensa que isso não é nada de mais, mas quando eles saem da ilha após cumprirem uma missão, o barco em que eles estão explode sem deixar nenhum sobrevivente!

Em seguida, Ozymandias revela pra Coruja e Rorschach que teletransportou um monstro enorme, com tentáculos e tudo pro centro de Nova Iorque, causando uma explosão psíquica e matando milhares de pessoas ao redor. Ozymandias acrescenta que o mesmo monstro (que morreu) emanou em ondas psíquicas descrições de seu mundo e sua intenção belicista (por isso o poeta, artistas e ufólogos). Assim, todos os países – amigos e inimigos – se unem em solidariedade e contra um “inimigo” comum, supostamente de outro mundo, criado pelo Ozymandias (ao contrário do filme, cuja culpa recai sobre o Dr. Manhattan).

Dr. Manhattan se exila novamente (falando que poderá até criar outro universo, como no filme). Na cena, ele está na sala com Ozymandias e fala de forma evasiva que a humanidade está salva por enquanto, desaparecendo e deixando uma pequena nuvem em forma de cogumelo (dentro de um recipiente redondo que tinha uma miniatura do universo) e um Ozymandias preocupado…

Imagem via Flickr de DanOhh Design

Site reúne as melhores capas de livros

Como o próprio nome entrega, a página The Book Cover Arquive seleciona e armazena as melhores capas de livros. As publicações podem ser consultadas por autor, gênero, diretor de arte, data da publicação, fotógrafo, ilustrador etc.

Há mais. A página igualmente destaca os designers mais criativos nesse segmento. Há uma listagem com os sites de alguns profissionais.

O endereço traz ainda dicas de livros sobre o assunto e mantém um blog sobre o mercado editorial.

Para quem se interessa pelo tema, algumas sugestões de outros sites sobre capas de livros (dica do BCA):

Veja também
Experimento prova que julgamos os livros pelas capas

Capa de Livro: DIY

Crie uma capa em 2 minutos!

Como fazer um livro no Word 2007