A difícil arte de fazer cinema

Antes, as pessoas pensavam que podiam fazer dinheiro com qualquer tipo de filme. Hoje, elas acham que existe um certo tipo de filme. E talvez estejam certas. Eu odiaria estar começando agora. É fácil fazer um filme bacana, com pouco dinheiro, mas quem irá vê-lo?

O diretor Steven Soderbergh (Traffic, Onze Homens e um Segredo), em entrevista na Folha de São Paulo. Seu mais recente filme, O Desinformante!, estreia no Brasil no dia 16 de outubro. Matt Damon é o protagonista. Trailer abaixo.

As tirinhas de Angeli

Para acompanhar o trabalho de Angeli, visite diariamente a página de opinião da Folha de São Paulo. Não esqueça de passar na ótima seção de quadrinhos do mesmo jornal para encontrar as tiras Chiclete com Banana e muito mais. O traço de Fernando Gonsales, Laerte, Allan Sieber são outras ótimas opções.

Se quer revisitar criações anteriores, passa aqui. Outra opção é conferir o site oficial do Angeli. Há também várias coletâneas com personagens do Angeli: Rê Bordosa – Do começo ao fim, Skrotinhos, Wood and Stock, Luke & Tantra

Angeli: entrevistas

Na Trip, você confere o material completo.

Facebook: divulgação massiva e os melhores aplicativos do Facebook Connect

Nesse mês, o Brasil recebeu a visita do criador do Facebook, Mark Zuckerberg. O serviço ainda é pouco utilizado pelos brasileiros. Diante do número de matérias que saíram sobre o assunto, a visibilidade de Zuckerberg pode despertar o interesse do público brasileiro (que prefere largamente o Orkut).

Essa foi a trajetória trilhada pelo Twitter no Brasil. Nesse ano, depois de várias matérias e menções em programas populares sobre o serviço de mensagens curtas, houve uma explosão do uso da ferramenta por aí.

Não é o único fator responsável, mas colaborou para que a ferramenta fosse conhecida por quem não é early adopter das tendências online. O que prova, mais uma vez, que as mídias tradicionais tem força, tornando uma bobagem essa disputa entre os meios de comunicação consolidados e as novas mídias. Pensar em convergência, a interação entre os meios, é algo mais coerente.

Esqueça essa discussão sobre nova e velha mídia. O debate deveria ser sobre qual é o mais relevante. É definir o canal apropriado para servir de suporte para sua mensagem, levando-se em conta também sua audiência: se é público segmentado ou de massa (cada vez mais fragmentado), seus hábitos etc.

Não chega a ser algo novo, apenas a internet amplifica isso. Fala-se sobre a morte do CD, mas há quem compre vinil ainda hoje. Pode não ser mais um produto de massa, mas dialoga com um público segmentado engajado. Como defende Seth Godin, retomamos a noção de tribo. Com a internet, ela não tem mais limites geográficos.

Parceria

Além do trabalho de divulgação, outra razão da vinda de Zuckerberg ao Brasil foi criar parcerias. O portal Terra, por exemplo, topou.

O Facebook Connect permite integrar outros serviços à maior rede social do mundo, levando suas informações e contatos para sites parceiros. Exemplo: acessar o site da CNN com seu perfil do Facebook e interagir com a página sem que seja necessário criar um novo cadastrado no site de notícias.

Há inúmeros aplicativos compatíveis com o Facebook Connect. O blog Inside Facebook listou os 16 melhores, que permitem integração com blogs, fóruns, wikis etc.

Os primórdios da (minha) vida digital

No meu primeiro contato com um computador, a internet já se fez presente. Foi algo limitado, é claro, pela precariedade da conexão. Mas suficiente para marcar. Em seguida, ao entrar na faculdade, em 1997, era mais fácil me encontrar no laboratório de informática do que nas salas de aula. Não foi em vão: meu trabalho de conclusão de curso foi um guia sobre webwriting e como desenvolver sites jornalísticos.

Desde então, sempre fui presente online. Mantenho blogs desde 2002. Ao longo do tempo, também criei sites no Geocities, Angelfire e Tripod (lembra?), listas de discussão…

No começo da década, cheguei a criar com um grande amigo uma empresa online. Era o produto certo, no momento errado: o mercado era incipiente, havia menos internautas, a bolha da internet tinha estourado, profissionais da antiga tinham dificuldade em trabalhar com sangue novo…  Por isso, a iniciativa não foi para a frente. Segui como autônomo e passei a fazer consultoria de comunicação e estratégia digital, o que vem sendo minha ocupação desde então. Ou seja, minha trajetória profissional se mistura com a internet.

Até porque sempre acreditei no cruzamento de mídias, na interação de diferentes disciplinas. Um site sobre grunge (o primeiro que criei), por exemplo, linkava para uma lista de discussão sobre o assunto. Oferecer experiências complementares, interdependentes entre si, sempre foi um dos meus objetivos.

Mas havia limitações de infra-estrutura que restringiam a complexidade dos projetos. O Youtube nem existia! Busca eficiente? Siga para o Altavista. Eram outros tempos. Aliás, muitos dos serviços que citei aqui acabaram. Ou seja, estar atento às tendências da web é vital para quem quer trabalhar na área.

Hoje, com o crescimento da banda larga e a popularização do ciberespaço, fica mais fácil criar projetos coletivos e multimídia. E o trabalho remoto, um sonho sempre almejado por mim, é cada vez mais comum.

O futuro do trabalho

Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo como trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo. A crise despedaçou companhias gigantes tidas até então como modelos de administração. Em vez de grandes conglomerados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela qualidade de vida, a preocupação com o meio ambiente, e a vontade de nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos. “Falamos tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao desperdício de talentos?”, diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton em seu novo livro The Pleasures and Sorrows of Works (Os prazeres e as dores do trabalho, ainda inédito no Brasil).

Trecho da matéria da revista Galileu sobre o futuro do trabalho.  Para começar, o texto recomenda: esqueça essa história de emprego.

Muitas características apontadas pela publicação já são realidade. Trabalho como freelancer em projetos de comunicação há mais de seis anos, prestando inclusive consultoria de comunicação e realizando trabalhos jornalísticos sem “respeitar” fronteiras geográficas.

É uma atuação colaborativa, envolvendo pessoas que nem se conhecem pessoalmente. Mesmo localmente, você desenvolve projetos que unem várias áreas de uma empresa. Ou seja, o conhecimento não está represado, deve aceitar boas ideais dos segmentos mais distintos.

Evidentemente, a tendência ainda é mais presente nos segmentos da chamada economia criativa (publicidade, artes, jornalismo etc.). Mas a revolução que a internet está causando em algumas profissões ainda está na sua fase embrionária. Há quem preveja que o custo da educação, no futuro, será próximo a zero.

Banco de imagens liberam gratuitamente fotos, ilustrações e gráficos; saiba como usá-los legalmente

É comum utilizar material gráfico encontrado na Internet, mesmo sem atentar para os direitos autorais da criação. Apesar de disseminada, a prática pode suscitar problemas legais.

Uma opção é utilizar imagens que optaram por uma licença flexível de uso. Abaixo, você confere 25 sites que disponibilizam material royalty-free (links após o texto).

No Flickr, você também pode conseguir imagens com essa característica. Todavia, é necessário especificar na pesquisa avançada (“Busque apenas no conteúdo licenciado pelo Creative Commons”). Infelizmente, talvez por desconhecimento, a maioria das pessoas não flexibiliza os direitos autorais de suas fotos.

Para quem trabalha com webdesign, uma ótima pedida é o dryicons.com. Lá, você encontra inúmeros ícones para usar em seus projetos.

Adigitaldreamer

sxc

MorgueFile

Pixelio

Photogen

Freephotosbank

Stockvault

Stockphoto

Freerangestock

Nationsillustrated

Pixelgalerie

Photocase

Freefoto

Vintagepixels

Turbophoto

Freedigitalphotos

Grungetextures

Urbandirty

Textureking

Texturez

Amazingtextures

Texturewarehouse

Free3dstextures

2textured

Textures.z7server

Freemediagoo

Sustentabilidade

Mas, afinal, o que é sustentabilidade? Luiz Carlos Cabrera, professor da Eaesp-FGV, explica:

Em primeiro lugar, trata-se de um conceito sistêmico, ou seja, ele correlaciona e integra de forma organizada os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. A palavra-chave é continuidade — como essas vertentes podem se manter em equilíbrio ao longo do tempo.

Quer saber mais? A FGV mantém um curso gratuito sobre sustentabilidade no dia a dia.

Vale também conferir Cenários Futuros – Meio Ambiente, Economia e Sustentabilidade, minidocumentário no qual vários especialistas abordam o tema.

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No topo do blog, ótimo anúncio da WWF (World Wide Fund For Nature; em português, Fundo Mundial para a Natureza)

Bônus

O banco Real indica como deve funcionar a ‪gestão voltada para a sustentabilidade‬.

Jack Dorsey, o criador do Twitter

“Com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas. A ideia é minimizar os pensamentos.”

No caderno LinkJack Dorsey fala sobre uma de suas criações, o Twitter, microblog que permite mensagens com até 140 caracteres.

Para ele, “O Twitter é mais uma rede de notícias, onde cada um atualiza em texto a sua vida. Quem quiser, segue. Não é preciso ser amigo. Uma pessoa pode te seguir e você pode não querer segui-la.”

A Vanity Fair fez um belo perfil sobre esse badalado empreendedor do Vale do Silício. Curiosamente, a história de Dorsey se assemelha a de outro grande nome da tecnologia: Steve Jobs. Assim como o criador da Apple, Dorsey foi afastado da companhia que fundou. Voltaria ao Twitter em 2011, como chefe de desenvolvimento de produto.

A popular ferramenta de mensagens curtas foi inventada por Dorsey. Mas ele não esteve só na empreitada: Biz Stone, que passou pelo Brasil em 2009, foi seu parceiro inicial. Em 2006, Evan Williams, o homem por trás do Blogger, se juntou a eles.

Dorsey depois viria a criar o Square, dispositivo que transforma aparelhos móveis (iPhones, iPads e celulares Android) em plataformas de pagamento eletrônico (vídeo abaixo).

Jack Dorsey: entrevista

Square: como funciona

Atualizado em 10 de abril de 2011. 

Watchmen: a diferença do final do filme em relação à HQ (Spoiler)

Muito se falou sobre a modificação no final de Watchmen. No cinema, houve uma mudança significativa em relação à HQ. Perguntei a meu amigo especialista no assunto, Audaci Jr., sobre as alterações realizadas. Veja abaixo:

Na HQ, Ozymandias prepara um plano extremamente elaborado ao longo da história (sem revelá-lo como autor) que envolve uma ilha (no qual o Comediante fala o que viu nela quando está com o Moloch, seu arqui-inimigo) e muitos cientistas, físicos, ufólogos, artistas plásticos, poetas etc. (todos “desaparecidos” no desenrolar do quadrinho, vistos ou em cantos de jornal ou comentados em uma conversa e outra, ou na TV de relance, e por aí vai)… Você pensa que isso não é nada de mais, mas quando eles saem da ilha após cumprirem uma missão, o barco em que eles estão explode sem deixar nenhum sobrevivente!

Em seguida, Ozymandias revela pra Coruja e Rorschach que teletransportou um monstro enorme, com tentáculos e tudo pro centro de Nova Iorque, causando uma explosão psíquica e matando milhares de pessoas ao redor. Ozymandias acrescenta que o mesmo monstro (que morreu) emanou em ondas psíquicas descrições de seu mundo e sua intenção belicista (por isso o poeta, artistas e ufólogos). Assim, todos os países – amigos e inimigos – se unem em solidariedade e contra um “inimigo” comum, supostamente de outro mundo, criado pelo Ozymandias (ao contrário do filme, cuja culpa recai sobre o Dr. Manhattan).

Dr. Manhattan se exila novamente (falando que poderá até criar outro universo, como no filme). Na cena, ele está na sala com Ozymandias e fala de forma evasiva que a humanidade está salva por enquanto, desaparecendo e deixando uma pequena nuvem em forma de cogumelo (dentro de um recipiente redondo que tinha uma miniatura do universo) e um Ozymandias preocupado…

Imagem via Flickr de DanOhh Design

Site reúne as melhores capas de livros

Como o próprio nome entrega, a página The Book Cover Arquive seleciona e armazena as melhores capas de livros. As publicações podem ser consultadas por autor, gênero, diretor de arte, data da publicação, fotógrafo, ilustrador etc.

Há mais. A página igualmente destaca os designers mais criativos nesse segmento. Há uma listagem com os sites de alguns profissionais.

O endereço traz ainda dicas de livros sobre o assunto e mantém um blog sobre o mercado editorial.

Para quem se interessa pelo tema, algumas sugestões de outros sites sobre capas de livros (dica do BCA):

Veja também
Experimento prova que julgamos os livros pelas capas

Capa de Livro: DIY

Crie uma capa em 2 minutos!

Como fazer um livro no Word 2007