Aos 50 anos, Apple tenta evoluir sem perder o DNA de Jobs

A Apple completa 50 anos mantendo os princípios estabelecidos por Steve Jobs como o DNA central de sua cultura. Em entrevista recente, o CEO Tim Cook afirmou que o maior legado de Jobs não foi um produto específico, e sim a própria empresa e o modo como ela toma decisões.

Esse modelo parte de uma ideia simples: qualidade comum não é suficiente. Por isso, a Apple costuma dizer “não” a milhares de propostas para concentrar recursos em poucos projetos considerados essenciais.

Outro pilar é o confronto de ideias entre especialistas de diferentes áreas. Cook descreve esse processo como um “tambor de rochas”, em que o atrito entre perspectivas ajuda a lapidar as soluções. A lógica é que o debate produz resultados melhores do que o trabalho isolado.

Ao mesmo tempo, a empresa passou a incorporar novos temas que não estavam no centro da estratégia décadas atrás, como privacidade digital, sustentabilidade e acessibilidade. A direção afirma que a meta é atualizar prioridades sem abandonar o núcleo da cultura criado por Jobs. Manter esse equilíbrio entre continuidade e adaptação é parte do motivo pelo qual o modelo da Apple é difícil de reproduzir fora da empresa.

Como a inteligência artificial está redefinindo carreiras e competências

O mercado de trabalho vive uma fase de transformação impulsionada pela inteligência artificial, exigindo que profissionais assumam o controle de suas carreiras através da atualização constante de competências. Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, aponta que o conjunto de habilidades exigido para uma mesma função mudou cerca de 25% nos últimos anos, com previsão de chegar a 70% até 2030.

Embora as contratações em geral registrem queda de 12% devido ao cenário macroeconômico, o setor de tecnologia voltado à IA segue em expansão, criando novas ocupações como anotadores de dados e engenheiros de implantação.

A valorização do profissional no futuro dependerá de um equilíbrio entre o domínio de ferramentas de IA e o fortalecimento das chamadas habilidades humanas: curiosidade, coragem, criatividade, compaixão e comunicação.

Para Roslansky, o perfil ideal não busca apenas o acúmulo de diplomas, mas a capacidade de demonstrar conhecimento prático e autoridade em nichos específicos. Nesse contexto, o uso estratégico do perfil profissional para compartilhar aprendizados e experiências torna-se uma ferramenta de visibilidade e conexão com novas oportunidades econômicas.

Software sem programadores: O que o “vibe coding” revela sobre o futuro digital

Kevin Roose, colunista de tecnologia do NY Times, comenta que o conceito de “vibe coding” evoluiu para uma nova fase da inteligência artificial chamada codificação agêntica, onde sistemas operam de forma autônoma para realizar tarefas complexas.

Diferente das ferramentas iniciais que exigiam supervisão constante, as novas tecnologias, como o Claude Code e o Codex da OpenAI, conseguem planejar projetos, criar arquivos e até corrigir erros sem intervenção humana direta. Essa mudança permite que pessoas sem conhecimento técnico em programação desenvolvam softwares funcionais em poucos minutos, apenas descrevendo suas ideias.

A rápida evolução desses agentes reflete um avanço significativo na utilidade econômica da IA, que agora executa funções antes exclusivas de profissionais qualificados. Empresas do setor já utilizam esses sistemas para automatizar fluxos de trabalho em áreas como marketing, finanças e engenharia.

No entanto, o crescimento dessa autonomia levanta discussões sobre o impacto no mercado de trabalho, com estudos indicando uma redução na contratação de desenvolvedores iniciantes e previsões de mudanças profundas em cargos de nível operacional nos próximos anos.

Como chegamos até aqui

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A tecnologia da higiene segue, daí, para detergentes. A cozinha caseira fica limpa. Técnicas mais e mais sofisticadas chegam a hospitais e, de lá, para as salas sem um grão de poeira necessárias para a confecção de microchips. O computador ou o celular só existem por conta do pesado investimento em limpeza.

O ar condicionado permitiu a popularização do cinema. O controle da luz artificial e do vidro tornam possível a comunicação digital por fibra óptica. A habilidade de medir com precisão a hora é o que possibilita a geolocalização por GPS. E por trás de cada um destes avanços estão homens sem a fama de um Bill Gates ou de um Steve Jobs. Homens igualmente revolucionários.

O esgoto também permitiu acesso à água encanada (e o surgimento do metrô). A limpeza da rede hidrográfica, importante para garantir água potável, possibilitou o surgimento de piscinas públicas. Elas, por sua vez, modificaram costumes: os trajes ficaram menores, não apenas os de banho.

A higiene resultou em mais saúde, claro. Mas não só. O asseio estava em todo lugar, tornando os ambientes mais assépticos, algo necessário para a criação… dos microchips. Pedro Doria comenta o livroComo chegamos até aqui”, do ótimo Steven Johnson.