Consultoria em comunicação para quem quer existir online com voz própria. A partir de pesquisa e identidade editorial, desenvolvo projetos de conteúdo orientados por permanência, relevância e reconhecimento em redes sociais, sites, newsletters e outros formatos.
Uma análise da Anthropic revela que a autonomia de agentes de IA está crescendo, mas ainda é limitada por cautela humana e técnica. No Claude Code, o tempo de trabalho independente quase dobrou em três meses, saltando de 25 para 45 minutos.
Apesar do uso em áreas sensíveis como finanças e saúde, quase 50% das atividades concentram-se em engenharia de software, visto que as ações são majoritariamente reversíveis e de baixo risco.
O estudo registrou que usuários experientes tendem a abandonar a aprovação manual de cada tarefa, preferindo intervir apenas quando há falhas, embora as interrupções para ajustes tenham aumentado.
O relatório indica também que a supervisão pode ser feita via monitoramento ativo, no qual a própria IA interrompe o fluxo para pedir esclarecimentos. O desafio é criar infraestruturas de monitoramento para garantir segurança em operações de maior escala.
O mercado de inteligência artificial em 2026 deve consolidar a transição dos chatbots para a “IA Agêntica”. No novo cenário, os modelos deixam de apenas responder perguntas para executar tarefas complexas de ponta a ponta.
Na prática, agentes centrais gerenciam subagentes especializados em áreas como finanças e programação. No setor corporativo, fluxos inteiros de gestão de receita e desenvolvimento de software já são operados majoritariamente por força de trabalho digital, com desenvolvedores sêniores entregando mais de 50% de código gerado por IA.
Por outro lado, apesar do investimento recorde de US$ 650 bilhões em centros de dados, o gargalo mudou do poder de processamento para a disponibilidade de energia.
O ano marca ainda o fim do treinamento com dados públicos da internet. Isso força os laboratórios a utilizarem o aprendizado por reforço e dados sintéticos de alta qualidade para o aprimoramento das redes. Atualmente, enquanto os EUA lideram modelos de serviços fechados, a China consolida sua influência com modelos de código aberto.
O mercado de trabalho vive uma fase de transformação impulsionada pela inteligência artificial, exigindo que profissionais assumam o controle de suas carreiras através da atualização constante de competências. Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, aponta que o conjunto de habilidades exigido para uma mesma função mudou cerca de 25% nos últimos anos, com previsão de chegar a 70% até 2030.
Embora as contratações em geral registrem queda de 12% devido ao cenário macroeconômico, o setor de tecnologia voltado à IA segue em expansão, criando novas ocupações como anotadores de dados e engenheiros de implantação.
A valorização do profissional no futuro dependerá de um equilíbrio entre o domínio de ferramentas de IA e o fortalecimento das chamadas habilidades humanas: curiosidade, coragem, criatividade, compaixão e comunicação.
Para Roslansky, o perfil ideal não busca apenas o acúmulo de diplomas, mas a capacidade de demonstrar conhecimento prático e autoridade em nichos específicos. Nesse contexto, o uso estratégico do perfil profissional para compartilhar aprendizados e experiências torna-se uma ferramenta de visibilidade e conexão com novas oportunidades econômicas.
O relatório State of Mobile 2026, da Sensor Tower, aponta que o uso de aplicativos seguiu em alta em 2025: cada pessoa passou mais de 600 horas no celular, somando 5,3 trilhões de horas globais, avanço de 3,8%, com média diária de 3,6 horas e uso mensal de 34 apps diferentes.
As redes sociais puxaram o tempo total, com mais 108 bilhões de horas, enquanto apps de IA generativa cresceram 30,3 bilhões. Apesar disso, a receita avançou mais na IA, que adicionou US$ 3,1 bilhões, contra US$ 1,92 bilhão das redes.
Downloads de redes sociais caíram 663 milhões, enquanto apps de IA ganharam 1,78 bilhão. No total, compras dentro de apps atingiram US$ 167 bilhões, alta anual de 10,6%, indicando disputa mais intensa pela atenção e pelo gasto do usuário.
O Notion é reconhecido pela versatilidade e pelo alcance como ferramenta de organização. Ainda assim, carregava uma limitação que incomodava seus usuários: a impossibilidade de funcionar sem internet. Em situações de viagem, deslocamento ou instabilidade de rede, o acesso aos conteúdos ficava comprometido. Agora, com a nova atualização, essa barreira começa a ser superada.
A empresa implementou um sistema de sincronização local. O mecanismo funciona de forma simples: ao marcar uma página para uso offline, o conteúdo é baixado para o dispositivo e pode ser consultado ou editado mesmo sem rede disponível. Quando a conexão retorna, as alterações feitas são incorporadas automaticamente à versão na nuvem.
Esse processo, no entanto, exige uma ação prévia do usuário. No plano gratuito, cada página precisa ser ativada manualmente, lembrando a lógica de plataformas de mídia em que o conteúdo deve ser baixado antes do consumo. Já nas modalidades pagas, o Notion facilita a rotina ao permitir que páginas favoritas ou mais acessadas sejam armazenadas de forma automática.
Mesmo não dispensando planejamento prévio, a funcionalidade posiciona o Notion como uma ferramenta ainda mais robusta para o gerenciamento de conhecimento pessoal (Personal Knowledge Management, PKM).
A presença da inteligência artificial (IA) no cotidiano dos brasileiros é significativa, mas a forma de uso ainda é predominantemente passiva. Pesquisa do Datafolha e do Observatório Fundação Itaú aponta que 93% da população utiliza IA de alguma forma, como em sistemas de recomendação de filmes e séries ou aplicativos de navegação.
O uso de ferramentas de IA generativa, que produzem textos ou imagens, ainda é limitado. Cerca de 57% nunca utilizaram sistemas como o ChatGPT, e 69% nunca recorreram a geradores de imagem, como o Midjourney. Entre os entrevistados, 89% acessam redes que empregam IA, 78% usam serviços com recomendações automatizadas e 63% recorrem a sistemas de navegação.
O levantamento também mostra que 82% já ouviram falar em inteligência artificial, mas quase metade não compreende o conceito. Entre os usos práticos, 58% recorrem à IA para buscas, 56% para resumir documentos ou obter respostas e 51% para recomendações de entretenimento. A percepção sobre impactos no trabalho é dividida: 49% veem a IA como uma ameaça, 51% não, e 41% conhecem casos de substituição de trabalhadores.
Os riscos mais citados incluem uso indevido de dados pessoais (42%), manipulação ou vigilância (36%) e desemprego em massa (34%). Ainda assim, 77% concordam que a tecnologia pode ser perigosa sem regulamentação. Apesar disso, 41% reconhecem benefícios para ciência e educação, 39% esperam avanços na saúde, e 69% consideram que a IA ajuda nos estudos, com 75% afirmando ter aprendido algo novo.
O ChatGPT acaba de lançar um novo recurso voltado para quem quer aprender com mais profundidade: o modo Estudo. Disponível para usuários com login nos planos Free, Plus, Pro e Team, esse recurso vai além de oferecer respostas prontas. Ele guia o usuário passo a passo, com perguntas, explicações e conteúdos adaptados ao seu nível de conhecimento.
Quando o modo Estudo está ativado, o ChatGPT busca estimular o pensamento crítico por meio de perguntas interativas, dicas e orientações para autoavaliação. As respostas são organizadas em blocos fáceis de seguir, evidenciando as principais relações entre os assuntos abordados.
Criado com a colaboração de educadores e especialistas, o novo recurso tem como foco estimular a compreensão real dos temas. O conteúdo é ajustado de acordo com o conhecimento prévio do estudante, com base em perguntas que verificam o nível de habilidade e a retenção de informações anteriores. O modo Estudo também disponibiliza questionários para fortalecer o aprendizado.
Trata-se de uma ferramenta em constante aprimoramento. A OpenAI pretende ajustá-la com base no uso real e no feedback dos usuários. Entre os próximos avanços previstos estão uma melhor apresentação visual, possibilidade de definir metas e novas formas de personalização.
Em sua recente apresentação no festival SXSW, a futurista Amy Webb compartilhou insights sobre o panorama tecnológico. Para elucidar suas observações, Webb lançou o 18º relatório anual de sua empresa, Future Today Strategy Group (FTSG). O documento explora as tendências emergentes em diversas tecnologias e setores, oferecendo uma visão abrangente do futuro que se desenha.
Inicialmente, Webb introduziu o conceito de “O Além”, um espaço liminar onde avanços científicos e tecnológicos convergem, impulsionando mudanças sociais rápidas e, por vezes, imprevisíveis.
Webb também alertou para o “efeito da pedra no sapato”, uma metáfora para as distrações cotidianas que prejudicam nossa capacidade de pensar estrategicamente sobre o futuro. Em um mundo cada vez mais complexo, a atenção plena e o planejamento estratégico tornam-se essenciais.
A apresentação de Webb igualmente mergulhou em tendências como a convergência de inteligência artificial (IA) e novas formas de coleta de dados e a fusão de IA e biologia. Isso quer dizer que a IA, antes uma mera observadora, está se transformando em organizadora, interagindo ativamente com o mundo físico. Já a união da IA com a biologia promete revolucionar a ciência dos materiais e transformar a medicina através de máquinas microscópicas.
Webb destacou também o conceito de inteligência viva (LI), um ecossistema de agentes interconectados, máquinas e entidades biológicas que sentem, aprendem, adaptam-se e evoluem. A LI está transformando a robótica, impulsionando o desenvolvimento de robôs bio-híbridos e humanoides mais adaptáveis.
Para ilustrar as implicações dessas tendências, Webb apresentou dois cenários futuros. Em 2035, a tecnologia de “santuário sônico” é utilizada para controle governamental, evidenciando os riscos do uso indevido da tecnologia. Em outro cenário, uma aliança empresarial enfrenta a mudança climática, mas suas ações geram consequências inesperadas.
A apresentação de Webb concluiu com um chamado à ação, enfatizando a necessidade de atenção, tomada de decisão e colaboração para moldar um futuro melhor em meio aos desafios e oportunidades da inteligência viva.
As alucinações, ou seja, a criação de informações falsas por parte dos modelos de IA, eram um problema comum no início de 2024. No entanto, pontua o jornalista Pedro Doria, avanços significativos foram alcançados desde então.
Ao invés de simplesmente responderem com base em informações pré-treinadas, os sistemas passaram a buscar dados adicionais na internet. A IA também passou a consultar documentos anexados. Isso permitiu que os modelos fundamentassem suas respostas em informações mais precisas.
Os modelos também passaram por um refinamento em seus processos, adquirindo a capacidade de analisar as próprias respostas. Eles passaram a incorporar mecanismos de verificação de fatos, comparando suas respostas iniciais com outras fontes de informação. Essa capacidade de autocorreção tornou as respostas mais confiáveis.