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Sobre Cadé Conteúdo

Laboratório editorial dedicado a explorar tendências, lançamentos e processos criativos da cultura contemporânea. A partir de pesquisa e experimentação narrativa, crio identidades editoriais, estratégias de conteúdo, sites e newsletters para marcas, artistas e projetos culturais que desejam construir presença digital consistente.

A tecnologia ainda vai dar muito trabalho

Anda preocupado com a precarização do emprego? Melhor se preparar para os novos tempos. A tecnologia ainda vai dar muito trabalho. No mal sentido: a terceirização será tomada pelas máquinas.

A Folha comenta o livro “Rise of the Robots”, de Martin Ford. A obra aborda os impactos da automação no mercado de trabalho.

Viajar no tempo para destruir a Skynet não resolverá a questão. De fato, não precisamos recuar ou avançar o relógio: uma possível solução já existe. Se é contra programas de transferência de renda, como o bolsa família, talvez seu futuro dependa de iniciativas do tipo. Para Ford, implementar o “dividendo cidadão”, um ajuda mensal para todos os adultos, seria a solução. Antes de caracterizá-lo como luddista, confira suas ideias:

“A argumentação de Ford é que nossa atual revolução tecnológica é diferente das anteriores. A maioria dos economistas discordaria. A posição deles é que os deslocamentos atuais são semelhantes aos registrados na transição da agricultura para a indústria. […] Da mesma forma que ex-trabalhadores agrícolas encontraram empregos em fábricas, os ex-trabalhadores industriais demitidos foram reempregados pelo setor de serviços. A revolução da tecnologia da informação não será diferente, dizem os economistas.

[…]Ford encontra dois grandes furos nessa visão otimista do futuro. Os efeitos da revolução atual são generalizados. […] Quase qualquer trabalho que envolva sentar diante de uma tela e manipular informação está desaparecendo, ou o fará em breve. Nenhum ser humano consegue concorrer com os custos da automação em queda impiedosa.

[…] Ao desviar os lucros da nova economia para alguns poucos, os robôs enfraquecem o principal propulsor de crescimento –a demanda da classe média.
Conforme a força de trabalho se torna pouco econômica com relação às máquinas, o poder aquisitivo diminui.”

Instant Articles

Vídeo

Belo vídeo de apresentação do Instant Articles. Os recursos impressionam, como evidencia o trabalho realizado pelo NY Times sobre a ginasta olímpica Laís Souza (com direito a versão em português).

Se alguns produtores de conteúdo estão ansiosos para também testar o recurso, outros questionam porque essas empresas optaram por esse caminho. O Nieman Journalism Lab indaga: foi uma jogada inteligente em sintonia com os atuais hábitos de consumo da informação ou uma rendição?

Facebook, o entregador de jornais em tempo integral

A partir dessa quarta (13/05), o site Poynter indica que o New York Times pode passar a entregar textos completos dentro do próprio Facebook. O recurso, intitulado “Instant Articles”, também deve ser utilizado por outras publicações, como BuzzFeed e National Geographic.

Hospedar conteúdo na rede social trará ganhos de audiência e de receita, já que boa parte do valor dos anúncios cai direto na conta das publicações. O convite partiu do Facebook, essa intranet que abocanha toda a internet.

O caçador de cliques

Como descobrir o que vai se espalhar pela internet? Neetzan Zimmerman, o “Guru do Viral”, explica seu método. Inicialmente, o curador de conteúdo deve deixar de lado seus interesses pessoais.

Para identificar os futuros hits da internet, é preciso apostar nas histórias que podem gerar maior impacto emocional no público: “Qualquer coisa que possa capturar a imaginação de um grupo grande merece atenção… e eu não julgo”.

É só o começo. Os demais pontos listados por Zimmerman você encontra no YouPix.

Como chegamos até aqui

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A tecnologia da higiene segue, daí, para detergentes. A cozinha caseira fica limpa. Técnicas mais e mais sofisticadas chegam a hospitais e, de lá, para as salas sem um grão de poeira necessárias para a confecção de microchips. O computador ou o celular só existem por conta do pesado investimento em limpeza.

O ar condicionado permitiu a popularização do cinema. O controle da luz artificial e do vidro tornam possível a comunicação digital por fibra óptica. A habilidade de medir com precisão a hora é o que possibilita a geolocalização por GPS. E por trás de cada um destes avanços estão homens sem a fama de um Bill Gates ou de um Steve Jobs. Homens igualmente revolucionários.

O esgoto também permitiu acesso à água encanada (e o surgimento do metrô). A limpeza da rede hidrográfica, importante para garantir água potável, possibilitou o surgimento de piscinas públicas. Elas, por sua vez, modificaram costumes: os trajes ficaram menores, não apenas os de banho.

A higiene resultou em mais saúde, claro. Mas não só. O asseio estava em todo lugar, tornando os ambientes mais assépticos, algo necessário para a criação… dos microchips. Pedro Doria comenta o livroComo chegamos até aqui”, do ótimo Steven Johnson.

Execução sumária

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A tecnologia tem um papel decisivo aí, claro: na rapidez com que um veredito se espalha nas redes, na recompensa imediata em popularidade para os inquisidores. Também na duração do sofrimento das vítimas

Michel Laub, sempre ótimo, comenta o livro “So You’ve Been Publicly Shamed” (“então você foi humilhado publicamente”, Riverhead Books, 304 págs.), de Jon Ronson. A obra aborda nossa capacidade de lançar, através das mídias digitais, julgamentos rápidos e que geralmente suplantam -e muito- o deslize cometido

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Pensar que seu conteúdo digital acontece só no seu site é um tremendo erro. Tem milhares de blogueiros que reclamam que suas fanpages no Facebook não tem alcance, mas o que estamos oferecendo pra quem nos acompanha nessa rede social? E no Twitter? Instagram? Tumblr? Pensar nessas plataformas como meros replicadores de um conteúdo centralizado em seu site é uma visão equivocada sobre o modo como as pessoas consomem conteúdo hoje em dia e de como a rede funciona.

[…] Com smartphones, 3G, banda larga, redes sociais, apps e navegadores, não temos mais um momento certo pra nos informar, outro pra nos entreter, outro pra socializar… tudo isso acontece ao mesmo tempo. Nossa vida agora rola em layers, em várias abas e camadas que se sobrepõe e ficam rodando no background ininterruptamente.

Bia Granja explica porque o YouPix escolheu o Medium como nova casa. Testo a plataforma desde o começo do ano. É promissor.

Assim caminha o Foursquare

O Twitter firmou parceria recentemente com o Foursquare. A partir de agora, é o novo aliado que indica onde os tuítes são publicados. O aplicativo, que no ano passado se desmembrou em dois (o Swarm é o irmão caçula), aponta o caminho para diversos segmentos.

Inicialmente, as informações são fornecidas pelos próprios usuários dos aplicativos, que divulgam onde estão no momento (check-in através do Swarm) ou acrescentam comentários sobre esses destinos (Foursquare).

Apesar de nunca terem estourado (são 50 milhões de usuários por mês, contando acesso mobile e via computador), esses apps geram uma riqueza de dados de geolocalização. Além dos próprios apps e do Twitter, essas referências alimentam, via API, 85 mil serviços. Microsoft, Pinterest, Waze, Flickr e Samsung são outras empresas que pegam carona com a dupla Foursquare/Swarm.

Upgrade

PC, celular, tablet e -quem sabe- o Apple Watch: o potencial das tecnologias não necessariamente já está posto desde o lançamento. É o que avalia o analista de tendências Ben Bajarin http://t.co/Ag3oscZX0O

É curioso conferir o que o primeiro iPhone não tinha. Recursos triviais atualmente, como mecanismo de busca interna, ou mesmo a definitiva loja de aplicativos, não existiam.

De toda forma, se está interessado no Apple Watch, cabe a reflexão. Geralmente a primeira geração de um novo gadget da Apple soa como um teste de mercado, visto que muitas vezes os componentes do produto são limitados. Resultado: ele não consegue absorver recursos concebidos posteriormente. O equipamento não fica obsoleto, mas terá funcionamento comprometido.

Exemplo: devido ao seu limitado processamento, o primeiro iPad não conseguia lidar com aplicativos que rodavam facilmente no iPad 2.