Haters Gonna Hate

“A internet é libertária, democrática, mas também faz você entregar sua privacidade e se relacionar com corporações como se fossem Deus ou a natureza. Elas dizem: “Você não precisa pagar nada”. E você se entrega acriticamente, porque a ideia de não fazer esforço é sedutora.
E há o narcisismo, a exposição no Facebook, que pega um ponto central. É perverso, a conquista vai em pontos frágeis da psique, você se sente uma celebridade. Do ponto de vista político, você acha que está usando, mas está sendo usado. O livro expressa esse desconforto.”

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“Talvez [a internet] tenha acirrado algo que sempre existiu em potencial. Você não tem privacidade, mas pode ter anonimato, o que permite uma manifestação de imbecilidade sob a proteção do anonimato.
Estava incomodado com isso e pensei nesse narrador que representa o ódio absoluto, o anonimato da internet.”

Bernardo Carvalho,  em entrevista à Folha. O autor comenta temas correlatos ao seu novo romance, “Reprodução”.

O assunto também é abordado em outro título, “Viral Hate: Containing its Spread on the Internet” (“Ódio Viral: Contendo sua Dispersão na Internet”). Nele, Abraham Foxman e Christopher Wolf questionam se, em nome da liberdade de expressão, estamos propiciando o discurso do ódio.

Furo de reportagem

Nota

The way to break a big story used to be simple. Get the biggest outlet you can to take an interest in what you have to say, deliver the goods and then cross your fingers in hopes that they play it large.

That’s now over. Whether it’s dodgy video that purports to show a public official smoking crack or a huge advance in the public understanding of how our government watches us, news no longer needs the permission of traditional gatekeepers to break through. Scoops can now come from all corners of the media map and find an audience just by virtue of what they reveal.

David Carr, colunista do NY Times.

Instagram, Twitter [e outros aplicativos móveis]

“Fotos batem palavras”. O All Things Digital inicia assim o texto sobre crescimento da popularidade do Instagram, tema que ganhou bastante ressonância na semana passada. Não se trata apenas da quantidade de perfis, mas de engajamento e retenção. Em agosto, o Instagram teve uma média diária de 7,3 milhões de usuários ativos nos EUA. Já o Twitter, 6,9 milhões.

As pessoas também ficam mais tempo no Instagram. Em agosto, os norte-americanos passaram, em média, 257 minutos no aplicativo de imagens. O Twitter perde novamente nos dispositivos móveis: no mesmo período, o serviço alcançou 170 minutos de uso.

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Não se deve, contudo, fazer uma leitura polarizada do consumo mobile. Para além da disputa desses dois serviços, os celulares ganham diversos  fins. O ideal é observar dados mais abrangentes, que incluam, por exemplo, outras redes sociais, entretenimento, jogos… Em suma, monitorar o uso como um todo, e não fragmentos (divulgados sempre com muito alarde). Daqui a pouco, surge outra pesquisa na qual a indústria da informação apregoa a supremacia das notícias em dispositivos móveis, seguida de outra no qual um serviço multimídia gaba-se do consumo de vídeo ou música…

Quanto mais gente passa a usar celulares, a base de consumidores fica mais diversa, indo além dos early adopters. Ou seja, dados atuais  e plurais são importantes não apenas para registrar instantâneos, mas para acompanhar tendências ao longo do tempo.

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Retomando o mote do início do texto. No geral, o Twitter é mais popular que o Instagram. Entretanto, se no exterior o Twitter se sobressai, no Brasil ele perde força.

Não deixa de ser curioso, todavia, o recurso ter sido ultrapassado em celulares. Lembro-me, no início do apogeu do Twitter, de várias entrevistas dos criadores do serviço de mensagens curtas apontando que a ideia só passou a fazer sentido com o advento e popularização dos celulares inteligentes.

Zigoto

Biologic [bloom.io] é um app gratuito para iPad que transforma suas redes sociais digitais em células.

Cada “célula” representa uma única pessoa. Dentro dela podem ser encontradas “partículas” brilhosas, que correspondem a sua atualização mais recente. Quanto mais retuítes e likes receber, maior será a movimentação dessa partícula.

Dos mesmos criadores do planetário de exploração musical.

A vida é mais interessante através do filtro de um celular?

É a pergunta que o NY Times faz em matéria que mostra a rotina de jovens que convivem com seus pares através da interação presencial e via internet.

Nessa nova vida social, não há distinção de ambientes: a troca de olhares é intercalada com fugas para conferir, via celular, o que está acontecendo noutros cenários.

O medo de estar perdendo algo é uma preocupação constante. Já há nome para isso: FOMO. De acordo com pesquisa realizada pela agência de publicidade JWT New York, 65% dos jovens adultos se sentem deixados de fora quando percebem que amigos estão fazendo alguma coisa sem eles.

BBC, UOL e IG reformulam home page: a nova cara da internet

A BBC está testando o novo visual da sua página inicial. No Brasil, IG e UOL seguem o mesmo caminho.

Algumas tendências estão se consolidando: o espaço é dominado pelo branco. Aliás, o conteúdo respira, não tem tantas molduras como outrora. Com menos firulas visuais, os sites também querem melhorar a performance de carregamento.

Há uma busca por otimizar os espaços. Os tempos de menu lateral ficaram para trás há algum tempo. Agora, menus dinâmicos expandem as opções do usuário: ao clicar numa das opções do menu localizado no topo, surgem subseções em cascata.

A primeira dobra da página hierarquiza melhor o conteúdo. As fontes, que estão maiores e geralmente aparecem nas cores azul e preto, servem também a esse propósito. Tamanhos distintos ressaltam a gradação do que é apresentado.

Há uma tendência em encurtar distâncias, em entregar ao visitante o que ele busca, sem necessidades de tantos links. As notícias mais lidas aparecem no lado direito. O IG enche esse espaço com informações de trânsito, futebol, horóscopo e mercado financeiro. No UOL, algumas dessas informações aparecem logo no topo, mas menores. Outras estão no final da página. E há apenas links.

A grande mudança, porém, é integrar a experiência de uso. Predomina o “swiping”: o conteúdo desliza, algo popular nos dispositivos móveis. É uma forma mais intuitiva de embalar a informação.

A BBC usou muito esse recurso. Com isso, oferece informações e serviços sem tornar sua primeira página tão longa. Já os portais nacionais crescem na vertical.

Como criar fan pages no Facebook [acompanhe a página desse site na maior rede social online do mundo]

Criei uma página desse blog no Facebook. Clique aqui e “curta” o novo endereço. Abaixo, dou algumas dicas para quem também quer lançar sua página na maior rede social do mundo. Antes, gostaria de apresentar meu espaço.

A versão Facebook desse blog conta com as atualizações do site, mas não só: você também tem acesso a recomendações de links, vídeos e matérias que solto exclusivamente por lá. Em pauta, cultura digital, mídias sociais, arte e tecnologia disruptiva.

(Esse não é o único espaço que mantenho no Facebook. Há também um projeto sobre música (non-stop) e uma página sobre cultura móvel (leve no bolso). Gostou? Passa lá e “curta” essas páginas também)

Estratégia

Ao elaborar sua presença online, é importante dar alternativas ao público, que pode ter acesso ao que tem a dizer através do endereço eletrônico, via RSS, newsletter diária, página no Facebook etc. A ideia é que você acompanhe essas atualizações, mas não só: o conteúdo funciona como um convite para a conversa. Você pode comentar, propor novas discussões, compartilhar dicas etc.

No caso do FB, é possível ir além, não oferecendo ao usuário apenas um simulacro da experiência do site de origem. Por isso, usar recursos de publicação automática – via RSS Graffiti, por exemplo – podem não ser recomendáveis. É necessário se adaptar ao meio (saiba o que funciona no Facebook). Até porque a fan page pode ser um projeto autônomo e oferecer não apenas conteúdo, mas também serviços: você pode montar uma loja virtual no Facebook.

(Veja também: como usar o Facebook para divulgar sua marca)

Ou seja, é muito mais útil do que simplesmente oferecer uma experiência complementar numa fan page do Facebook. Algo que lembra fazer parte de comunidades do Orkut, que funcionam apenas com um broche que identifica o que aprecia, um acessório decorativo no seu perfil que explicita as tribos das quais faz parte. São comunidades que, muitas vezes, tem grande número de participantes, mas pouca interação entre eles. Parece que só spammers frequentam esses endereços.

Não é isso que proponho. Meu objetivo é compartilhar informação e suscitar a interação nesses novos espaços. Ademais, você não precisa visitar essas páginas. A atualização vai até você, aparecendo no seu mural do Facebook. Por isso, é importante investir no seu espaço. Se oferecer conteúdo em excesso ou não relevante, vai irritar o usuário. Ou seja, pode transformar fãs em ex-seguidores.

Making of [crie fan pages no Facebook]

Criar páginas no Facebook é bastante simples. Basta clicar nesse link. Em seguida, você pode personalizar a url. Será ótimo ter um endereço mais amigável para divulgar. Entretanto, isso só será possível depois de conquistar 25 fãs.

Em seguida, preencherá alguns campos, como dizer que o espaço é mantido por “Empresa, organização ou instituição“. Depois, você vai mudar a imagem, criar uma descrição, instalar aplicativos…

O cadastro é simples. Mas só isso não basta. É importante definir qual o objetivo desse novo espaço. Criar um projeto editorial pode auxiliar na manutenção.

Saber quais os elementos mais importantes dessa página também ajuda. Vale aprender com as melhores fan pages.

Depois, escolha os aplicativos mais interessantes para incrementar seu espaço. Aliás, é importante editar e personalizar as abas, já que o FB entrega alguns aplicativos que não são lá muito úteis. O appbistro é um ótimo guia para conhecer outras opções. Já o Involver oferece integração com várias plataformas sociais (como YouTube e Flickr), entre outros serviços complementares.

Para engajar o público, visite esse link (esse outro também) e veja a apresentação no final desse post.

Se vai criar um perfil corporativo, sugiro a leitura desse tutorial. O Mashable também criou uma lista com os cinco plugins essenciais para marcas.

Tudo pronto? Você pode colocar em outros sites um banner com o número de inscritos na sua página do Facebook, botão curtir, últimas atualizações etc. Caso o sistema de gerenciamento de conteúdo do seu site não aceite script com java, como o WordPress.com, você pode optar um widget mais simples.

Para terminar, você sabe quanto custa sua fan page no Facebook?

Ficou com preguiça de seguir todos esses passos? Pode apontar seu navegador para o Wix ou o Pagemodo, que entregam vários layouts e recursos para fan pages do Facebook.

Enfim, essas são as técnicas básicas. Agora é contigo. Fique à vontade para compartilhar links e suas ideias. Aqui nesse blog e nas páginas (como a CD) que mantenho no Facebook.

Antes, um último alerta: escolha com prudência o nome da sua fan page. Isso porque não é possível alterar depois. A não ser que sua fan page tenha menos de 100 cadastrados.

Crie sua página no Facebook

Imagem via Flickr de Samsmiles

Facebook: divulgação massiva e os melhores aplicativos do Facebook Connect

Nesse mês, o Brasil recebeu a visita do criador do Facebook, Mark Zuckerberg. O serviço ainda é pouco utilizado pelos brasileiros. Diante do número de matérias que saíram sobre o assunto, a visibilidade de Zuckerberg pode despertar o interesse do público brasileiro (que prefere largamente o Orkut).

Essa foi a trajetória trilhada pelo Twitter no Brasil. Nesse ano, depois de várias matérias e menções em programas populares sobre o serviço de mensagens curtas, houve uma explosão do uso da ferramenta por aí.

Não é o único fator responsável, mas colaborou para que a ferramenta fosse conhecida por quem não é early adopter das tendências online. O que prova, mais uma vez, que as mídias tradicionais tem força, tornando uma bobagem essa disputa entre os meios de comunicação consolidados e as novas mídias. Pensar em convergência, a interação entre os meios, é algo mais coerente.

Esqueça essa discussão sobre nova e velha mídia. O debate deveria ser sobre qual é o mais relevante. É definir o canal apropriado para servir de suporte para sua mensagem, levando-se em conta também sua audiência: se é público segmentado ou de massa (cada vez mais fragmentado), seus hábitos etc.

Não chega a ser algo novo, apenas a internet amplifica isso. Fala-se sobre a morte do CD, mas há quem compre vinil ainda hoje. Pode não ser mais um produto de massa, mas dialoga com um público segmentado engajado. Como defende Seth Godin, retomamos a noção de tribo. Com a internet, ela não tem mais limites geográficos.

Parceria

Além do trabalho de divulgação, outra razão da vinda de Zuckerberg ao Brasil foi criar parcerias. O portal Terra, por exemplo, topou.

O Facebook Connect permite integrar outros serviços à maior rede social do mundo, levando suas informações e contatos para sites parceiros. Exemplo: acessar o site da CNN com seu perfil do Facebook e interagir com a página sem que seja necessário criar um novo cadastrado no site de notícias.

Há inúmeros aplicativos compatíveis com o Facebook Connect. O blog Inside Facebook listou os 16 melhores, que permitem integração com blogs, fóruns, wikis etc.