Consumo diário de apps chega a 3,6 horas e IA acelera receita

O relatório State of Mobile 2026, da Sensor Tower, aponta que o uso de aplicativos seguiu em alta em 2025: cada pessoa passou mais de 600 horas no celular, somando 5,3 trilhões de horas globais, avanço de 3,8%, com média diária de 3,6 horas e uso mensal de 34 apps diferentes.

As redes sociais puxaram o tempo total, com mais 108 bilhões de horas, enquanto apps de IA generativa cresceram 30,3 bilhões. Apesar disso, a receita avançou mais na IA, que adicionou US$ 3,1 bilhões, contra US$ 1,92 bilhão das redes.

Downloads de redes sociais caíram 663 milhões, enquanto apps de IA ganharam 1,78 bilhão. No total, compras dentro de apps atingiram US$ 167 bilhões, alta anual de 10,6%, indicando disputa mais intensa pela atenção e pelo gasto do usuário.

Software sem programadores: O que o “vibe coding” revela sobre o futuro digital

Kevin Roose, colunista de tecnologia do NY Times, comenta que o conceito de “vibe coding” evoluiu para uma nova fase da inteligência artificial chamada codificação agêntica, onde sistemas operam de forma autônoma para realizar tarefas complexas.

Diferente das ferramentas iniciais que exigiam supervisão constante, as novas tecnologias, como o Claude Code e o Codex da OpenAI, conseguem planejar projetos, criar arquivos e até corrigir erros sem intervenção humana direta. Essa mudança permite que pessoas sem conhecimento técnico em programação desenvolvam softwares funcionais em poucos minutos, apenas descrevendo suas ideias.

A rápida evolução desses agentes reflete um avanço significativo na utilidade econômica da IA, que agora executa funções antes exclusivas de profissionais qualificados. Empresas do setor já utilizam esses sistemas para automatizar fluxos de trabalho em áreas como marketing, finanças e engenharia.

No entanto, o crescimento dessa autonomia levanta discussões sobre o impacto no mercado de trabalho, com estudos indicando uma redução na contratação de desenvolvedores iniciantes e previsões de mudanças profundas em cargos de nível operacional nos próximos anos.